
Thawanna da Silva Salmázio e Luciano Gonçalves dos Santos (Foto: Instagram)
O laudo de uma perícia independente, contratada pela defesa do viúvo de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, revelou inconsistências na versão fornecida pela Polícia Militar sobre a morte da ajudante-geral. Thawanna foi morta a tiros pela policial Yasmin Cursino, de 21 anos, durante uma abordagem em 3 de abril, na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo.
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O parecer técnico, assinado pelo perito Guilherme de Lima e Silva, identificou incoerências nos depoimentos de Yasmin e do soldado Weden Silva Soares, que alegaram que Thawanna apresentou comportamento hostil. O documento questiona a cronologia dos eventos desde o disparo até o socorro da vítima.
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A defesa de Luciano Gonçalves dos Santos, viúvo de Thawanna, pediu diligências adicionais para esclarecer completamente os fatos e responsabilizar possíveis irregularidades. O laudo aponta que não houve isolamento técnico adequado no local do crime, com fluxo de pessoas e possível manipulação de evidências, incluindo um policial aparentemente mexendo em um estojo de munição usado por Yasmin.
Além disso, o relatório destaca que as imagens da câmera corporal da polícia não mostram comportamento agressivo por parte de Thawanna, contrariando o depoimento de Yasmin, que afirmou ter sido agredida. Não foram encontradas evidências de lesões compatíveis com a agressão alegada.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que o laudo independente não faz parte da investigação oficial e que não comenta documentos de terceiros. A SSP reforçou que o caso é investigado rigorosamente pelo DHPP e por um Inquérito Policial Militar, com acompanhamento das corregedorias. Os policiais envolvidos permanecem afastados do serviço operacional até a conclusão das investigações.


