
Ishaq Dar e Wang Yi em conversa telefônica sobre mediação EUA-Irã antes da visita de Trump à China (Foto: Instagram)
Os ministros das Relações Exteriores da China e do Paquistão conversaram nesta terça-feira (12/5) sobre a necessidade de um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, antes da visita do presidente Donald Trump a Pequim.
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Conforme comunicado do governo paquistanês, o chanceler Ishaq Dar discutiu com o ministro chinês Wang Yi sobre a crise no Oriente Médio e os esforços diplomáticos para destravar as negociações entre Washington e Teerã.
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O Paquistão tem desempenhado um papel de mediador nas conversas entre EUA e Irã, que se encontram em impasse. Durante a ligação, Wang Yi elogiou o papel de Islamabad nas tentativas de mediação.
O conflito com o Irã deve ocupar uma parte significativa da agenda bilateral. A China, aliada histórica de Teerã e uma das maiores compradoras de petróleo iraniano, é vista como possível mediadora para reduzir as tensões. As negociações entre Washington e Teerã estão paralisadas após Trump descrever a última contraproposta iraniana como "um lixo". Mesmo assim, o presidente acredita que o Irã acabará por interromper o enriquecimento de urânio e abandonar tentativas de desenvolver armas nucleares. "Ou faremos um acordo ou eles serão dizimados", afirmou Trump, que mantém contatos diretos com autoridades iranianas e acredita que a situação está "muito bem controlada". Um assessor do líder supremo do Irã alertou Trump para não interpretar a ausência momentânea de confrontos como uma vitória americana.
O Estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica para o transporte de petróleo, continua sendo um tópico sensível na crise entre Teerã e Washington. A conversa entre os representantes da China e do Paquistão ocorre pouco antes da chegada de Trump à China para se encontrar com Xi Jinping.
Além do Irã, o encontro entre Trump e Xi deve abordar Taiwan, comércio bilateral, exportação de semicondutores, terras raras e segurança no Indo-Pacífico. O bloqueio no Estreito de Ormuz também será discutido entre Washington e Pequim. Nesta terça, o Departamento de Estado dos EUA informou que chineses e americanos concordam que nenhum país deve cobrar pedágios para a travessia da rota marítima.


