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Juliano Cazarré e Vera Iaconelli debatem sobre masculinidade em programa ao vivo

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O evento O Farol e a Forja, criado por Juliano Cazarré, voltado ao público masculino, gerou polêmica na noite de terça-feira (12/5) durante o programa GloboNews Debate. Defendendo suas ideias, o ator se envolveu em uma discussão com a psicanalista Vera Iaconelli, que contestou suas visões sobre masculinidade.

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De início, Cazarré negou que seu curso presencial seja de autoajuda, afirmando que o objetivo é abrir espaço para discussões sobre masculinidade: “Se fosse autoajuda, que não vejo assim, por que seria ruim? Eu vejo um congresso, a gente vai conversar e debater”, afirmou.

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O artista afirmou que homens e mulheres nascem com diferenças naturais em comportamento e comunicação.

“O homem, ele é um ser mais voltado para resolver problema, para se mexer, para fazer a ação. Eu estou dizendo que os homens têm que ser calados? Não. Eu sou pai de quatro meninos e duas meninas. Eu quero criar meninos que tenham empatia, mas que também sejam corajosos, sejam viris, resolvam problemas”, disse.

Durante a entrevista, Cazarré falou sobre seu público-alvo: “Eu estou falando para essa galera que foi esquecida. Eu estou falando para os homens e meninos que estão há 20 anos ouvindo que todos eles são tóxicos só pelo fato de serem homens”, declarou.

“A gente vive numa cultura do estupro, que todo homem é um assassino em potencial. Esses caras não são assassinos em potencial, são homens bons. Só que eles estão sem lugar no debate”, observou.

O ator também comentou sobre as ofensas que recebe nas redes sociais: “Os comentários sobre mim são absolutamente desprezíveis, mas são comentários dessa bolha que a gente tá, que fala que todo homem não presta. Pelas falas da gente aqui parece que 99% dos homens são assassinos de mulheres e não são. É 1%. Vamos botar esse 1% na cadeia? Sou a favor”, garantiu.

Na conversa, Vera Iaconelli contestou as falas do convidado e opinou que homens precisam ouvir mais as mulheres quando o assunto é violência de gênero e masculinidade.

“Nem todo homem, mas sempre um homem. Quando as mulheres falam ‘olha, parem de nos matar’, elas não estão falando ‘parem de serem homens’. [Estão falando] ‘sejam outro tipo de homem, repensem a masculinidade’”, opinou.

E aconselhou: “Vocês estão num momento que têm que repensar ‘puts, talvez nosso modelo de masculinidade’, que é um modelo, para os homens em geral, no qual o homem é um provedor financeiro e a mulher é a cuidadora da família. Esse modelo de masculinidade já tem mais de 100 anos e não funciona”, disparou.

Ainda em seu momento de fala, a especialista pontuou: “Esse homem precisa começar a pensar se ele consegue colocar junto com a masculinidade dele o cuidado. E o cuidado só vai começar a ser estabelecido se ele começar a escutar as mulheres”, relatou.

No fim, ela analisou: “Esses homens estão ficando muito ofendidos de ouvir mulheres. Eles pensam que tudo é uma acusação. Acho que os homens podem reafirmar sua masculinidade as críticas que estamos fazendo porque estamos morrendo por falta dos homens ouvirem as nossas críticas”, encerrou.

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