Flávio Bolsonaro defende CPI para investigar caso com Daniel Vorcaro

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Senador Flávio Bolsonaro pede CPI e nega irregularidades em financiamento do filme Dark Horse (Foto: Instagram)

O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), declarou nesta quinta-feira (14/5) que o caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro está sendo alvo de "contaminação política" e pediu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os fatos.

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Em comunicado, o senador destacou a necessidade de "restabelecer os fatos e separar uma investigação séria de tentativas de contaminação política". Ele também defendeu que as investigações sejam conduzidas com "rigor e transparência" e reafirmou a necessidade de uma CPI para apurar o caso envolvendo o Banco Master.

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Flávio Bolsonaro afirmou que sua participação no projeto do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, limitou-se à busca de investimento privado para uma produção nos Estados Unidos, sem utilizar recursos públicos. "Minha participação […] limitou-se à busca de investimento privado para uma obra cultural privada, produzida nos Estados Unidos, sem recurso público", afirmou.

O senador criticou as tentativas de associá-lo a irregularidades, dizendo que "tentar colocar todos na mesma vala é uma distorção política inaceitável".

A produção do filme ganhou novos contornos após o The Intercept Brasil divulgar um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro solicita recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o longa nos Estados Unidos. De acordo com a reportagem, Vorcaro investiu cerca de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025, dentro de um contrato avaliado em R$ 134 milhões. Parte dos valores teria sido destinada a um fundo nos EUA relacionado a aliados do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Inicialmente, Flávio negou os repasses, mas depois confirmou que pediu recursos, afirmando que o financiamento é privado e sem irregularidades.

Flávio também negou qualquer irregularidade na relação com Vorcaro. Segundo o senador, o contato ocorreu em 2024, antes de o banqueiro ser investigado, e foi restrito à tentativa de captar recursos para o filme. "Me relacionei com Daniel Vorcaro estritamente no papel de um filho que buscava patrocínio de um empresário para o filme em homenagem ao pai. Não houve doação, favor, empréstimo pessoal, camaradagem ou vantagem política", disse.

O parlamentar reafirmou que os recursos não foram destinados ao irmão, Eduardo Bolsonaro. Segundo ele, os valores foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos.

Em entrevista à GloboNews, o senador classificou o contato como "completamente normal" e afirmou que sua atuação foi semelhante à de qualquer pessoa que busca investidores para um projeto privado.

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