
Estátua da Justiça em frente ao STF durante Operação Sem Refino (Foto: Instagram)
A operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvo o ex-governador Cláudio Castro (PL) nesta sexta-feira (15/5) é parte de uma nova etapa da ADPF das Favelas. Esta ação reformulou as regras para a atuação das forças de segurança no Rio de Janeiro, aumentando a pressão sobre facções criminosas e possíveis ligações com agentes públicos.
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Nomeada de Operação Sem Refino, a ação recebeu autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) e resultou em buscas no condomínio de Castro na Barra da Tijuca, além do bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros de investigados no setor de combustíveis.
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De acordo com a PF, a investigação examina suspeitas de ocultação de patrimônio, evasão de divisas, fraudes fiscais e a atuação de organizações criminosas com influência em estruturas econômicas estratégicas no estado.
A operação integra as investigações da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, conhecida como ADPF das Favelas.
Nos últimos meses, o STF consolidou medidas que ampliaram o controle sobre operações policiais no Rio e fortaleceram a atuação federal contra facções. Entre as determinações, está a criação de um núcleo permanente da PF dedicado à inteligência sobre organizações criminosas com atuação interestadual e internacional no Rio.
A Corte também priorizou a Receita Federal e o Coaf em investigações financeiras relacionadas às facções, além de planejar a retomada de áreas controladas pelo crime organizado. As decisões seguiram anos de debate sobre violência policial e o poder econômico das facções cariocas.
O assunto voltou ao foco após a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, uma das mais letais da história recente do Rio.
O STF detalhou protocolos para ações policiais que resultem em morte, incluindo preservação da cena do crime, perícia obrigatória, comunicação imediata ao Ministério Público e acompanhamento das corregedorias.
Além de restringir o uso da força, as decisões ampliaram o foco sobre lavagem de dinheiro, infiltração econômica e financiamento do crime organizado.
É nesse cenário que a Operação Sem Refino se desenvolve.
Segundo investigadores, o grupo alvo usaria estruturas empresariais e financeiras para movimentar patrimônio, ocultar recursos e operar negócios estratégicos no mercado de combustíveis. A investigação também alcançou o empresário Ricardo Magro, controlador da Refit, incluído na Difusão Vermelha da Interpol por ordem judicial.


