Noca da Portela, cantor e compositor, morre aos 93 anos

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Os fãs de Carnaval foram surpreendidos neste domingo (17/5) com a notícia do falecimento de Noca da Portela, aos 93 anos. O ícone da escola de samba de Madureira estava hospitalizado em São Cristóvão, na zona norte do Rio, desde o final de abril e, no dia 11, foi transferido para o CTI devido a uma pneumonia.

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Mas quem foi ele? Nascido em Minas Gerais, Noca mudou-se ainda criança para o Rio de Janeiro e desde cedo se envolveu com a música. Estudou violão e teoria musical na Ordem dos Músicos do Brasil e construiu uma carreira marcante no samba carioca.

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Durante sua trajetória, assinou sambas-enredo históricos e composições gravadas por grandes nomes da música brasileira, incluindo o clássico “Virada”, eternizado na voz de Beth Carvalho.

CARREIRA POLÍTICA
Além de sua carreira artística, Noca também teve uma passagem pela vida pública. Em 2006, assumiu a Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro no governo de Rosinha Garotinho. Dois anos depois, concorreu a uma vaga na Câmara Municipal do Rio pelo PSB.

Mesmo já octogenário, o sambista continuou a produzir. Em 2017, lançou o álbum “Homenagens”, com composições dedicadas à Portela. Neste ano, foi homenageado na coletânea “Coleção Flores Em Vida”, que contou com participações de artistas da música brasileira.

PRONUNCIAMENTO DA PORTELA
“Nota de pesar: o G.R.E.S. Portela lamenta, com profundo pesar, o falecimento do cantor, compositor e instrumentista Noca da Portela, um dos grandes nomes da nossa história.

Osvaldo Alves Pereira, o Noca, chegou à Portela levado por Paulinho da Viola, na década de 1960. Integrou o Trio ABC da Portela, ao lado de Picolino e Colombo, e deixou sua marca em obras como “Portela Querida”, defendida por Elza Soares, e no samba-enredo “O Homem de Pacoval”, de 1976.

Noca venceu sete vezes a disputa de samba-enredo na Majestade do Samba, o que o coloca como um dos maiores vencedores da história da agremiação. Entre seus sambas vitoriosos estão “Recordar é viver”, de 1985, “Gosto que me enrosco”, de 1995, “Os olhos da noite”, de 1998, e “ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal”, de 2015.

Integrante da Velha Guarda Show da Portela, Noca construiu uma obra com centenas de sambas e se tornou uma das personalidades mais respeitadas do Carnaval carioca.

Neste momento de dor, a Portela se solidariza com familiares, amigos, parceiros de composição, admiradores e toda a comunidade do samba.

Noca da Portela deixa um legado de amor à música popular brasileira, ao samba e à nossa Majestade 💙”.

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