O velório de Noca da Portela ocorrerá nesta terça-feira (19/5), permitindo que os fãs prestem suas últimas homenagens. A cerimônia de despedida do baluarte será realizada na quadra da escola de samba de Madureira, na zona norte do Rio, das 8h às 14h.
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A família do cantor e compositor divulgou, através das redes sociais, detalhes sobre a despedida. No entanto, informações sobre o sepultamento ainda não foram divulgadas.
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O cantor e compositor faleceu no domingo (17/5), aos 93 anos. Ele estava internado em um hospital em São Cristóvão, na zona norte do Rio, desde o final de abril e foi transferido para o CTI no dia 11, devido a uma pneumonia.
QUEM ERA ELE
Nascido em Minas Gerais, Noca mudou-se ainda criança para o Rio de Janeiro, onde iniciou sua ligação com a música. Estudou violão e teoria musical na Ordem dos Músicos do Brasil, construindo uma carreira marcante no samba carioca.
Ao longo de sua trajetória, Noca assinou sambas-enredo históricos e canções gravadas por grandes nomes da música brasileira, incluindo o clássico “Virada”, eternizado por Beth Carvalho.
CARREIRA POLÍTICA
Além de sua atuação artística, Noca também teve uma passagem pela vida pública. Em 2006, assumiu a Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro durante o governo de Rosinha Garotinho. Dois anos depois, candidatou-se a uma vaga na Câmara Municipal do Rio pelo PSB.
Mesmo após os 80 anos, o sambista continuou produzindo. Em 2017, lançou o álbum “Homenagens”, com composições dedicadas à Portela. Este ano, recebeu um tributo na coletânea “Coleção Flores Em Vida”, que contou com a participação de artistas da música brasileira.
PRONUNCIAMENTO DA PORTELA
“Nota de pesar: o G.R.E.S. Portela lamenta, com profundo pesar, o falecimento do cantor, compositor e instrumentista Noca da Portela, um dos grandes nomes da nossa história.
Osvaldo Alves Pereira, o Noca, chegou à Portela levado por Paulinho da Viola na década de 1960. Fez parte do Trio ABC da Portela, junto com Picolino e Colombo, e deixou sua marca em obras como ‘Portela Querida’, defendida por Elza Soares, e no samba-enredo ‘O Homem de Pacoval’, de 1976.
Noca venceu sete vezes a disputa de samba-enredo na Majestade do Samba, o que o torna um dos maiores vencedores da história da agremiação. Entre seus sambas vitoriosos estão ‘Recordar é viver’, de 1985, ‘Gosto que me enrosco’, de 1995, ‘Os olhos da noite’, de 1998, e ‘ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal’, de 2015.
Integrante da Velha Guarda Show da Portela, Noca construiu uma obra com centenas de sambas e se tornou uma das personalidades mais respeitadas do Carnaval carioca.
Neste momento de dor, a Portela se solidariza com familiares, amigos, parceiros de composição, admiradores e toda a comunidade do samba.
Noca da Portela deixa um legado de amor à música popular brasileira, ao samba e à nossa Majestade 💙”.



