
Fachada do Conselho Tutelar de Cerquilho, interior de SP, alvo de investigação (Foto: Instagram)
Duas conselheiras tutelares de Cerquilho, no interior de São Paulo, foram indiciadas pela Polícia Civil na quinta-feira (21/5) no caso de um menino que defecou duas camisinhas em um banheiro de creche. A Justiça está analisando um pedido para afastar imediatamente as conselheiras de seus cargos devido a "dúvidas sobre a existência de condições mínimas na função", conforme afirmou o delegado Emerson Jesus Martins.
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De acordo com a polícia, as conselheiras foram negligentes no socorro e na notificação do caso da criança, que foi vítima de maus-tratos e possivelmente de abuso sexual. As investigações indicam que as conselheiras também expuseram a vítima a novos riscos ao permitir que a mãe, atualmente presa por suspeita de maus-tratos, estupro e descumprimento de ordem judicial, levasse o garoto de volta para casa.
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O delegado Emerson Jesus Martins analisou a conduta das conselheiras e as indiciou com base nos artigos 16, da Lei Henry Borel, e 15-A, da Lei de Abuso de Autoridade. "A criança estava em situação de maus-tratos praticados pela mãe, com risco efetivo à vida e saúde do menor, mas as conselheiras não registraram a ocorrência na delegacia nem comunicaram o crime", afirmou Martins.
O caso do menino só foi descoberto quando funcionários da creche alertaram a polícia e documentaram as "provas do crime". No dia seguinte à denúncia, a mãe do menino foi presa em flagrante. "O Conselho Tutelar não acionou as polícias de Cerquilho, mesmo após ser informado, por e-mail, sobre a ocorrência", completou o delegado.
O Metrópoles entrou em contato novamente com a Prefeitura de Cerquilho sobre o desfecho do caso e aguarda um posicionamento. O espaço permanece aberto para manifestação.
MÃE PRESA NOVAMENTE
A Polícia Civil solicitou, na quinta-feira (21/5), a prisão preventiva da mãe do menino de 2 anos que defecou camisinhas na creche. A mulher, de 26 anos, está em prisão domiciliar, mas foi flagrada descumprindo a medida judicial.
Imagens obtidas pelo Metrópoles mostram a mulher entrando em um carro na Rua Doutor Soares Hungria, no centro da cidade, acompanhada por outra mulher ainda não identificada. Ela foi presa em 14 de abril, após o filho apresentar dificuldade para defecar e expelir os preservativos na creche. A diretora da escola denunciou o caso às autoridades, que prenderam a mãe e resgataram o menino.
Após a decretação da prisão domiciliar, a polícia começou a monitorar a mulher. Através de câmeras de segurança e drones, a corporação flagrou a mãe descumprindo a medida. A Polícia Civil reuniu as imagens e solicitou a prisão preventiva da suspeita e a revogação do alvará de soltura. Ela já foi denunciada várias vezes por maus-tratos contra seus três filhos, de 2, 4 e 8 anos, que foram encaminhados ao Conselho Tutelar.


