
Javier Milei anuncia cortes em programas para pessoas com deficiência (Foto: Instagram)
O presidente da Argentina, Javier Milei, decidiu eliminar programas voltados para pessoas com deficiência no país. A justificativa do governo é a necessidade de combater desperdícios e reformar a burocracia estatal. Milei propõe alterar o sistema de pagamentos e restringir o acesso aos benefícios.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
O governo argentino interrompeu repasses financeiros para organizações que atendem pessoas com deficiência. A medida, oficializada no último dia 18, afeta entidades que oferecem serviços terapêuticos e educacionais em todo o território nacional.
++ Jovem mata o padrasto para defender a mãe e o inesperado acontece
No mesmo dia, a Justiça determinou que o governo restabelecesse os pagamentos em 72 horas. No entanto, a administração de Milei recorreu da decisão.
ENTIDADES VIVEM MOMENTO DIFÍCIL
Em abril deste ano, o governo argentino enviou ao Congresso um projeto de lei que prevê que prestadores de serviços para deficientes negociem diretamente com seguradoras e governos locais.
A administração também fechou a agência nacional de deficiência e demitiu servidores. Acusando a antiga gestão de corrupção, os programas foram transferidos para o Ministério da Saúde.
As medidas do governo sufocam financeiramente as entidades prestadoras de serviço. As organizações enfrentam dívidas crescentes, já que os reembolsos do Estado estão atrasados e abaixo da inflação acumulada.
Para economizar, as instituições cortam funcionários e reduzem o atendimento. Apesar do anúncio recente, a falta de verba é um problema antigo. Sem os repasses, cerca de 50 centros terapêuticos fecharam em 2026, principalmente em áreas rurais.
GOVERNO ALEGA NECESSIDADE
Conforme o governo, as ações visam cortar gastos “desnecessários” e garantir o superávit orçamentário para pagar os juros da dívida pública.
A presidência aponta a existência de fraudes nos cadastros de benefícios. Autoridades afirmam que pessoas falsificavam exames médicos para receber a ajuda financeira indevidamente.
Entretanto, entidades de direitos humanos contestam as investigações de irregularidades. “O governo não está fazendo uma reforma séria, está apenas esvaziando o sistema”, afirma Celeste Fernandez, codiretora da Associação Civil pela Igualdade e Justiça.
A paralisação dos serviços impacta a rotina de milhares de pessoas. Sem transporte gratuito adaptado, cerca de 30% dos frequentadores da ONG Andar deixaram de comparecer ao centro de atendimento.


