
Corpo da baleia-jubarte Timmy é removido de águas rasas na Dinamarca (Foto: Instagram)
O corpo da baleia-jubarte Timmy, que chamou atenção após encalhar várias vezes na costa do Mar Báltico, foi levado no sábado (30/5) para uma praia na Dinamarca, onde as autoridades a retiraram das águas rasas.
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Na quinta-feira (4/6), está programada uma autópsia de seis horas para determinar a causa da morte do animal, conforme informou a Agência Dinamarquesa da Natureza.
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O exame é essencial para entender a condição do mamífero após a polêmica operação de resgate, realizada por uma empresa privada. Mesmo com alertas de especialistas e várias tentativas frustradas, as autoridades alemãs permitiram que a baleia fosse transportada em uma barcaça para ser solta no Mar do Norte, mas a ação não foi suficiente para salvá-la.
Timmy foi encontrada morta em 14 de maio, encalhada perto da ilha de Anholt. O corpo permaneceu por cerca de duas semanas à deriva até ser recuperado.
A equipe também investigará a presença de equipamentos de pesca ou plástico no sistema digestivo, fatores que já causaram a morte de outras jubartes na região nos últimos anos.
TIMMY PODERIA TER SIDO SALVA?
O especialista em baleias Peter Teglberg Madsen, com 25 anos de experiência em autópsias, afirma que a principal meta é descobrir a causa da morte, o que pode indicar se a baleia poderia ter sido resgatada.
O uso da barcaça para transportar Timmy, que não conseguia nadar sozinha, foi criticado. Especialistas alertaram que a viagem poderia aumentar o estresse e resultar em afogamento após a soltura. A operação também foi controversa pelo uso de cordas na nadadeira caudal para puxá-la de ré da embarcação.
Para Madsen, a operação foi uma "crueldade animal". Ele disse que era "um animal doente e magro que não poderia ser salvo, e deveriam tê-la deixado em paz". Moradores da ilha turística, com cerca de 150 habitantes, mostraram-se frustrados com a atenção e a presença da carcaça na praia principal.
A agência ambiental aconselhou que as pessoas não se aproximem do animal devido ao risco de infecção. A carcaça, inchada pelos gases da decomposição, também pode explodir.
Autoridades já haviam desistido de rebocar a baleia para águas mais profundas para levá-la a um porto no continente.


