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Maria Cândida fala sobre transição de carreira nas redes sociais

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A apresentadora Maria Cândida, de 54 anos, anunciou recentemente nas redes sociais uma mudança em sua carreira. Em sua postagem, ela celebrou a conclusão de uma pós-graduação em gerontologia no Hospital Albert Einstein.

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“Recomeçar na vida adulta tem um poder especial: talvez seja mais assertivo, consciente e conectado com quem você realmente se tornou. Você sai da zona de conforto, pratica a humildade intelectual e aprende com pessoas de diferentes gerações”, declarou.

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Fazer uma transição de carreira apresenta muitos desafios, e Maria resumiu três processos que marcaram sua experiência: “Decisão: entender claramente o que você quer construir. Capacitação: estudar e se preparar, ganhando repertório e consistência na nova área. Ação: ir ao mercado, testar, fazer, ajustar. Construir no mundo real”, escreveu.

OPINIÃO DE ESPECIALISTAS
Em conversa com a coluna, Ylana Miller, especialista em gestão de pessoas e carreira e CEO da Yluminarh, destacou que um dos principais desafios enfrentados por profissionais mais velhos é o preconceito etário no mercado.

“Superar o etarismo é o principal desafio. Muitas empresas ainda associam profissionais com mais de 50 anos a pessoas desatualizadas, pouco flexíveis ou que exigem salários mais altos. Com isso, deixam de aproveitar toda a experiência, conhecimento e capacidade de formar novas gerações que esses profissionais podem oferecer”, afirmou.

DESAFIOS DA MUDANÇA
Segundo ela, quando a mudança de carreira envolve o empreendedorismo, surgem outros desafios: “É preciso desenvolver adaptabilidade e flexibilidade para lidar com uma realidade completamente nova. Quem nunca empreendeu precisa estar disposto a aprender constantemente, conversar com outros empreendedores, fazer cursos e adquirir novas competências. A humildade para assumir o papel de aprendiz pode ser um grande diferencial nessa fase”, pontuou.

Para Ylana Miller, voltar a estudar é um dos passos mais importantes para quem pretende iniciar uma nova trajetória profissional: “Independentemente da idade, uma transição de carreira exige capacitação e planejamento. Entrar em um novo mercado sem preparo é amadorismo. A construção de uma reputação sólida depende diretamente da dedicação que o profissional coloca no seu desenvolvimento”, comentou.

FAMA É UMA VANTAGEM
No caso de Maria Cândida, a visibilidade conquistada ao longo da carreira na televisão pode ser uma vantagem, desde que acompanhada de qualificação.

“Ela já possui uma trajetória reconhecida e uma marca pessoal forte, o que pode contribuir para essa nova fase. Mas o reconhecimento por si só não basta! O que chama atenção é que ela está fazendo o dever de casa: estudando, se especializando e se preparando para atuar em uma nova área. Esse comprometimento ajuda a preservar sua reputação e fortalece sua credibilidade”, destacou ela.

O DESABAFO DE MARIA CÂNDIDA
Na postagem, Maria Cândida falou um pouco sobre a sua nova área: “Para quem não sabe, Gerontologia é a área que estuda o envelhecimento em seus vários aspectos: físico, emocional, cognitivo, social e comportamental”, detalhou.

A escolha da jornalista pela Gerontologia também reflete uma tendência impulsionada pelo envelhecimento da população brasileira. De acordo com a gerontóloga Cláudia Aves, a área vive um momento de expansão e deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos.

“A Gerontologia é uma profissão em franca expansão no Brasil. Um dos desafios ainda é o desconhecimento da população sobre o papel do gerontólogo, que muitas vezes é confundido com outros profissionais da área da saúde. Mas essa realidade também representa uma oportunidade para quem deseja atuar em um mercado com demanda crescente”, esclareceu.

NECESSIDADE DE PROFISSIONAIS
Segundo ela, o envelhecimento acelerado da população tem ampliado significativamente a necessidade de profissionais especializados: “O Brasil vive uma importante transição demográfica. O número de pessoas idosas cresce rapidamente e, com isso, aumenta a procura por profissionais capazes de compreender as múltiplas dimensões do envelhecimento, promovendo qualidade de vida, autonomia e bem-estar”, observou.

Para Cláudia Aves, o campo de atuação é amplo e vai muito além dos hospitais e clínicas: “Hoje, os gerontólogos encontram oportunidades em instituições de longa permanência, programas de atenção domiciliar, centros-dia, projetos sociais, empresas voltadas ao público sênior, consultorias familiares e ações de educação em saúde. Também cresce a demanda por profissionais que orientem famílias que cuidam de pessoas com demência”, ressaltou.

A CARREIRA
A gerontóloga acrescentou, ainda, que um dos maiores desafios da profissão é combater preconceitos relacionados ao envelhecimento e ampliar a conscientização da sociedade sobre a importância do planejamento da velhice.

“Muitas famílias procuram ajuda apenas quando a situação já está bastante complexa, o que dificulta ações preventivas. Por isso, é fundamental investir em educação e divulgação sobre o envelhecimento saudável”, declarou.

Para ela, a Gerontologia reúne propósito e conhecimento técnico em uma área que tende a ganhar cada vez mais espaço. “Cuidar do envelhecimento é, acima de tudo, cuidar da dignidade, da autonomia e da qualidade de vida das pessoas. É uma profissão que combina ciência, acolhimento e impacto social”, concluiu.

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