
Cascavel-pigmeia (Sistrurus miliarius) em seu habitat natural, sob ameaça de patógenos (Foto: Instagram)
Um estudo realizado pela Universidade da Geórgia (UGA), nos Estados Unidos, revelou que cobras encontradas na Flórida, Carolina do Sul e Geórgia apresentam níveis de patógenos mais elevados do que o esperado. Isso coloca diversas espécies em risco de ameaça e até extinção, como a cascavel-pigmeia (Sistrurus miliarius).
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Os pesquisadores, ao longo de quatro anos, analisaram amostras de secreção de 509 cobras de 29 espécies diferentes para testar sete patógenos. Corinna Hazelrig, principal autora do estudo, destacou que as serpentes podem não mostrar sinais de infecção. "Uma cobra pode carregar um patógeno e ainda parecer saudável", afirmou.
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O fungo Ophidiomyces ophidiicola, conhecido por causar a doença fúngica das serpentes, afeta principalmente as cascavéis-pigmeias, levando a inanição e infecções secundárias. Além disso, mais de 40% dos indivíduos testados apresentaram múltiplos patógenos, sendo que mais da metade deles portava salmonela.
Outro patógeno, o Raillietiella orientalis, foi identificado principalmente na Flórida. Este verme pulmonar foi introduzido pela população selvagem de pítons-birmanesas (Python bivittatus), que evoluiu para lidar com a doença, ao contrário das espécies nativas.
Nicole Nemeth, coautora do estudo publicado na revista Frontiers in Veterinary Science, afirmou: "A vida e a morte para animais selvagens como as cobras não são tão simples. Elas estão sujeitas a ataques de fungos ou bactérias, o que pode resultar em infecções graves."
Por fim, Hazelrig ressaltou a importância das cobras para o ecossistema. "As cascavéis são perigosas, mas é essencial que o público compreenda seu valor nos ecossistemas e aprenda a conviver com elas em segurança. Elas merecem viver em paz, como qualquer outro animal", concluiu.


