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Corpo de advogada do DF permanece na África após acidente em safári

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Meire Aparecida de Amorim em momento de lazer antes da viagem à Namíbia (Foto: Instagram)

A Associação Nacional dos Advogados da Caixa Econômica Federal (Advocef) solicitou ao Itamaraty apoio para agilizar a repatriação do corpo da advogada Meire Aparecida de Amorim. Residente do Distrito Federal, Meire faleceu durante um passeio turístico em um safári na Namíbia, no sudoeste da África, na última sexta-feira (29/5). O acidente ocorreu quando o veículo em que ela estava capotou durante o safári.

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De acordo com a Advocef, o corpo de Meire está no necrotério da Walvis Bay Police Station, localizado na cidade de Walvis Bay, e a família aguarda há cinco dias a finalização dos procedimentos por parte das autoridades locais.

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A situação tem gerado muita angústia devido à distância geográfica e à incerteza sobre o prazo para a liberação do corpo.

A associação enviou um ofício ao Ministério das Relações Exteriores nesta quarta-feira (3/6), solicitando que o Itamaraty auxilie no diálogo com as autoridades diplomáticas da Namíbia e organize um encontro entre os familiares da advogada e membros da embaixada do país africano no Brasil.

O Ministério das Relações Exteriores informou em nota ao Metrópoles que está acompanhando o caso e oferecendo assistência consular à família.

“O Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil em Windhoek, está ciente do caso e mantém contato com as autoridades locais e com a família, a quem tem sido prestada a assistência consular necessária”, afirmou em nota.

O Itamaraty não forneceu mais detalhes sobre o caso, citando o direito à privacidade e o cumprimento da Lei de Acesso à Informação e do Decreto nº 7.724/2012. “O Ministério das Relações Exteriores não divulga informações sobre casos individuais de assistência a cidadãos brasileiros”, complementou.

TRANSLADO
Conforme a associação, o translado internacional já possui cobertura de seguro, não havendo obstáculos financeiros para o retorno do corpo ao Brasil.

A solicitação visa acelerar ao máximo a conclusão dos passos necessários para a emissão dos documentos exigidos para a repatriação.

O caso está sendo acompanhado pelo Consulado do Brasil na Namíbia e pela Walvis Bay Police Station.

A associação pede que o Ministério das Relações Exteriores realize as interlocuções diplomáticas necessárias com as autoridades responsáveis para acelerar os procedimentos dentro dos limites legais e institucionais aplicáveis.

CHAMELEON SAFARIS NAMIBIA
Também nesta quarta-feira, a empresa responsável pelo passeio, Chameleon Safaris Namibia, anunciou que está investigando o acidente envolvendo a advogada do DF. Meire estava em um veículo de turismo durante o safári na Namíbia quando o carro capotou, resultando em sua morte no local.

“Este foi um acidente muito infeliz que nos chocou a todos. Todo o incidente ainda está sob investigação”, declarou a empresa em nota. “Gostaríamos de expressar nossas mais profundas condolências à família de Meire Aparecida de Amorim”, acrescentou.

Ainda não há informações sobre o translado do corpo da advogada. É importante lembrar que a assistência consular não prevê que o ministério cubra os custos de translado ou despesas de sepultamento de brasileiros falecidos no exterior.

Natural de Minas Gerais, Meire de Amorim residia no DF, onde trabalhava na GEATR-DF, da Caixa Econômica Federal.

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