
Prefeito, governador e senador participam da Marcha para Jesus em São Paulo (Foto: Instagram)
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) se encontraram em São Paulo nesta quinta-feira (4/6), pela primeira vez desde que Nunes mencionou uma possível "perseguição política" na operação da Polícia Civil. Essa operação investiga supostas irregularidades em um contrato da prefeitura com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) para a instalação de pontos de wi-fi na cidade.
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A entidade é liderada por Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up Entertainment, responsável pela controversa cinebiografia de Jair Bolsonaro, Dark Horse. Apesar da declaração de Nunes, Tarcísio defendeu a independência da polícia, que é vinculada ao governo estadual. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, apoiou Nunes, sugerindo uma possível "perseguição estatal". Durante a Marcha para Jesus, Nunes expressou gratidão a Flávio.
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"Minha alegria é estar aqui com essas pessoas maravilhosas, ao lado de Flávio Bolsonaro. Obrigado, Flávio", disse o prefeito. Ele também destacou a importância de estar junto ao governador Tarcísio e ao apóstolo Estevam Hernandes, presidente da Marcha, defendendo valores como a família, combate às drogas e direito à vida. Mais cedo, no evento, Nunes afirmou ao Metrópoles que não tinha "o que falar com o governador". "Desde domingo, não falo com Tarcísio. A operação ocorreu na segunda-feira, mas não tenho o que discutir, a Polícia Civil tem autonomia, é uma polícia de Estado", explicou.
O prefeito elogiou Karina Ferreira da Gama, destacando-a como uma pessoa trabalhadora e decente. Nunes negou que verbas municipais tenham sido usadas na produção do filme Dark Horse, classificando a investigação como "perseguição política". "Estão investigando um contrato de 2024 por causa do filme? Isso é grave, é perseguição política", afirmou. Tarcísio respondeu que a operação policial é independente e segue uma demanda do Ministério Público.
O evento, que é tradicionalmente um ponto de encontro para políticos de direita, contou com a presença de Flávio Bolsonaro, que em seu discurso destacou que o Brasil enfrenta uma "guerra espiritual". Ele afirmou que o evento é uma resposta ao "mundo do mal" e expressou o desejo de ter seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, presente na ocasião, apesar de ele estar em prisão domiciliar.
Flávio ressaltou a importância do evento para reafirmar a fé e o futuro do Brasil, dizendo que a Marcha Para Jesus pode desagradar alguns, mas que é uma demonstração de que o país tem fé e futuro.


