
Banhos muito quentes podem desequilibrar a saúde íntima feminina (Foto: Instagram)
O clima esfriou em grande parte do Brasil e, com isso, muitas mulheres buscam banhos mais quentes e prolongados para se aquecer. No entanto, esse costume pode prejudicar a saúde íntima feminina e até mesmo impactar a vida sexual, conforme alerta a ginecologista Madalena Oliveira.
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A médica explica que a região íntima feminina possui defesas naturais que precisam de equilíbrio para funcionar corretamente. “A vulva e a vagina são protegidas por uma microbiota e um pH específicos. Fatores como calor excessivo, produtos inadequados ou higiene exagerada podem desestabilizar essa proteção, aumentando o risco de desconfortos e infecções.”
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Madalena Oliveira, professora da pós-graduação em ginecologia da Afya Vitória, afirma que a água muito quente pode remover a oleosidade natural da pele e das mucosas, tornando a região mais vulnerável. “Assim como a pele do corpo, a área íntima pode ressecar com a exposição frequente a altas temperaturas, causando irritações, coceiras e até pequenas fissuras, o que aumenta a sensibilidade da região”, esclarece.
O uso de água quente no banho pode afetar a vida sexual, já que a sensibilidade e a falta de lubrificação podem causar desconforto e dor durante as relações.
Outro ponto importante é que o calor excessivo pode alterar o ambiente vaginal, favorecendo o crescimento de fungos e bactérias. “Um desequilíbrio na microbiota vaginal pode tornar a mulher mais suscetível a problemas como candidíase e vaginoses. Muitas vezes, hábitos aparentemente inofensivos contribuem para esse cenário, especialmente no inverno”, alerta a ginecologista.
Para preservar a saúde íntima, Madalena sugere banhos mornos e rápidos, que ajudam a manter a hidratação natural da pele e evitam agressões desnecessárias.


