
Lula ajusta suas peças no tabuleiro diplomático com os EUA (Foto: Instagram)
Membros do Palácio do Planalto consideram que a relação com o governo de Donald Trump se transformou em um "jogo de xadrez", onde cada movimento deve ser cuidadosamente avaliado antes de qualquer resposta.
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Essa comparação tem sido utilizada nos bastidores por um dos principais assessores do presidente Lula para descrever a relação de "ganha e perde" com o atual líder dos Estados Unidos.
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A tensa relação entre Lula e Trump, devido a diferenças ideológicas, é agravada pela constante presença de membros da família Bolsonaro, que frequentemente interferem nas negociações entre os dois governos.
Os assessores de Lula recordam que, quando Trump impôs tarifas ao Brasil em 2025, o governo brasileiro trabalhou para romper o isolamento em torno do petista e promover uma reunião entre os dois presidentes.
O êxito dos primeiros encontros bilaterais entre Lula e Trump, que incluíram elogios do chefe da Casa Branca ao petista, resultou na remoção de grande parte das tarifas em novembro de 2025.
"O outro lado (bolsonaristas), vendo isso, tenta se reagrupar e fazer uma nova ofensiva", avalia um influente assessor palaciano sob condição de anonimato. Segundo auxiliares presidenciais, Lula percebeu a atuação da família Bolsonaro e agiu para minimizar danos, tanto no caso das tarifas quanto na classificação do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas.
"Não conseguimos evitar que isso acontecesse, mas conseguimos retardar o processo, que poderia ter ocorrido já em janeiro. É uma disputa que se assemelha a uma guerra de guerrilha", afirma um dos assessores de Lula.



