
Mulher madura acariciando o rosto, ilustrando as mudanças cutâneas na menopausa (Foto: Instagram)
A menopausa provoca diversas alterações no corpo feminino, sendo a pele uma das áreas mais afetadas. A redução dos níveis de estrogênio, hormônio essencial para a produção de colágeno, leva muitas mulheres a perceberem aumento na flacidez, ressecamento, rugas mais evidentes e perda de elasticidade.
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Embora a diminuição do colágeno faça parte do processo natural de envelhecimento, especialistas afirmam que hábitos saudáveis e alguns tratamentos podem ajudar a minimizar os efeitos.
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De acordo com o Ministério da Saúde, a menopausa marca o fim da fase reprodutiva feminina, geralmente ocorrendo entre 45 e 55 anos. Este período é definido após 12 meses consecutivos sem menstruação e é precedido pelo climatério, fase de transição com mudanças físicas e hormonais que afetam o corpo. A dermatologista Andressa Vargas explica que a perda acelerada de colágeno está ligada à queda do estrogênio.
“A menopausa acelera a perda de colágeno devido à significativa redução do estrogênio, que participa da atividade dos fibroblastos, síntese de colágeno, hidratação e espessura da pele. Com menos estrogênio, a pele torna-se mais fina, seca e menos elástica”, explica. Segundo a médica, é possível perder até 30% do colágeno cutâneo nos primeiros cinco anos após a menopausa, com uma redução anual de cerca de 2% posteriormente.
A diminuição das fibras de colágeno afeta especialmente a estrutura e sustentação da pele, com mudanças perceptíveis nos anos seguintes à menopausa. Entre os sinais apontados por Andressa estão flacidez, rugas mais acentuadas, perda de viço, afinamento, ressecamento, piora na textura e fragilidade cutânea.
As mudanças não se limitam à pele. Cabelos, unhas, mucosas, articulações e outras estruturas de sustentação também são impactadas durante a transição hormonal. “Nem tudo depende apenas do colágeno. Há influência da idade, genética, nutrição e estilo de vida”, destaca. O Guia da Menopausa da Sociedade Brasileira de Climatério (Sobrac) também relaciona o envelhecimento da pele à perda de colágeno e elasticidade, agravando flacidez, rugas e ressecamento. O documento alerta ainda que tabagismo e exposição solar excessiva podem intensificar essas alterações.
Embora não se possa impedir completamente a perda de colágeno, a alimentação pode ajudar a retardar os efeitos do envelhecimento cutâneo. A nutricionista Rejane Prado, do Hospital Mantevida, destaca que alguns nutrientes são cruciais para a síntese e manutenção das fibras de colágeno.
“Uma alimentação rica em proteínas de qualidade, vitamina C, zinco, cobre e antioxidantes contribui para a formação e proteção das fibras de colágeno”, afirma. Proteínas de carnes, ovos, peixes, leite e derivados são essenciais, assim como frutas cítricas, acerola, kiwi e morango para vitamina C, e castanhas, sementes e leguminosas para minerais como zinco e cobre.
Além de fornecer nutrientes para a produção de colágeno, uma dieta equilibrada ajuda a combater inflamações e o estresse oxidativo, que aceleram a degradação das fibras cutâneas.
Certos comportamentos podem acelerar a perda de colágeno. Rejane aponta que o consumo excessivo de açúcar, álcool, tabagismo e exposição solar sem proteção intensificam processos inflamatórios e aumentam o estresse oxidativo.
“Esses fatores favorecem a quebra das fibras de colágeno e aceleram o envelhecimento da pele e de outros tecidos”, explica. As recomendações incluem uso de protetor solar, uma dieta equilibrada e deixar de fumar. Exercícios físicos regulares e sono de qualidade também são importantes para a saúde da pele.
Exercícios melhoram a circulação sanguínea, reduzem inflamações e preservam a massa muscular, enquanto o descanso adequado favorece a reparação e renovação celular.
“Esses hábitos ajudam a manter o colágeno, a elasticidade da pele e um envelhecimento mais saudável”, afirma. Quando as mudanças já são avançadas, procedimentos dermatológicos podem estimular a neocolagênese, a formação de novas fibras de colágeno.
Andressa sugere opções como lasers fracionados, radiofrequência microagulhada, ultrassom microfocado, bioestimuladores injetáveis e microagulhamento. Retinoides tópicos e fotoproteção diária também são recomendados. A terapia hormonal pode melhorar alguns aspectos da pele, mas deve ser discutida individualmente com o ginecologista.
Para as especialistas, a combinação de alimentação adequada, hábitos saudáveis, acompanhamento médico e tratamentos, quando indicados, é a abordagem mais eficaz para enfrentar a perda de colágeno associada à menopausa e preservar a qualidade da pele ao longo dos anos.



