
Polícia Federal deflagra operação Sicarius contra organização transnacional (Foto: Instagram)
Na manhã desta terça-feira (9/6), a Polícia Federal (PF) deu início a uma grande operação contra o crime organizado nas áreas de fronteira do Brasil. Nomeada de Sicarius I e Sicarius II, a operação tem como alvo uma organização criminosa suspeita de operar um esquema transnacional envolvendo contrabando, lavagem de dinheiro, corrupção de servidores públicos e uso de empresas de fachada para ocultar patrimônio.
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As ações estão ocorrendo simultaneamente em vários estados do Brasil, com o apoio da Receita Federal e da Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal.
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Por ordem da Justiça Federal de Guaíra (PR), estão sendo cumpridos 44 mandados de prisão preventiva, 14 mandados de prisão temporária e 62 mandados de busca e apreensão. Além disso, foram autorizados bloqueios de contas bancárias, sequestro de bens, cancelamento de CPFs e CNPJs, bem como a abertura de processos fiscais contra dezenas de empresas ligadas aos investigados.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo teria desenvolvido uma estrutura altamente profissional para introduzir mercadorias ilegais no Brasil, principalmente cigarros contrabandeados e agrotóxicos estrangeiros. A investigação também aponta o uso de documentos falsos, adulteração de placas de veículos e métodos sofisticados para ocultar patrimônios. Os investigadores indicam que a organização atuava em várias etapas da cadeia criminosa, desde a logística de transporte até a lavagem de dinheiro.
Empresas registradas em nome de terceiros e laranjas teriam sido usadas para dar uma aparência legal aos negócios e dificultar o rastreamento dos recursos financeiros.
A operação atinge cidades do Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Pará, além de alcançar pessoas físicas e jurídicas em outros estados brasileiros. Além das medidas no Brasil, a Justiça autorizou pedidos de cooperação internacional para identificar possíveis ativos, empresas e membros da organização fora do país.
Os nomes Sicarius I e Sicarius II fazem referência a um dos codinomes atribuídos ao suposto líder da organização investigada.



