
Detalhe de uma ameixa cortada, lembrando a importância da suavidade e cuidado no sexo anal (Foto: Instagram)
Para muitos, o sexo anal é uma fonte de grande prazer, enquanto para outros, ainda é um tabu. O que muitos desconhecem é que a chave para uma boa experiência é a informação. Quando realizado com consentimento, relaxamento, comunicação constante entre os parceiros e os cuidados adequados de saúde, essa prática pode ser muito mais segura e confortável.
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O médico coloproctologista Danilo Munhóz destaca que um dos aspectos mais importantes é compreender que o canal anal não possui lubrificação natural, ao contrário da vagina. Por isso, é essencial usar lubrificantes à base de água ou silicone, que sejam compatíveis com preservativos, para minimizar o risco de lesões e desconforto.
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Outro cuidado mencionado pelo especialista diz respeito à penetração, que deve ser realizada de forma gradual e respeitando os limites de dor. Um erro comum é considerar o desconforto como natural, quando na verdade ele indica que o corpo não está suficientemente relaxado ou lubrificado.
“Falar sobre sexo anal sem preconceitos e com orientação baseada em evidências é uma forma importante de promover saúde, prevenir complicações e permitir que as pessoas vivam sua sexualidade com mais segurança e tranquilidade”, afirma.
Em relação às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), o sexo anal é uma das práticas com maior risco de transmissão. Danilo Munhóz alerta sobre a importância do uso correto do preservativo do início ao fim da relação e recomenda trocá-lo caso haja mudança da penetração anal para vaginal.
Por fim, o médico desmistifica a ideia de que o sexo anal, quando praticado de forma segura, causa hemorroidas ou perda da continência fecal. No entanto, pode agravar sintomas em pessoas com doenças anorretais preexistentes. Ele recomenda tratar qualquer problema antes de retomar a prática e buscar avaliação profissional em casos de sintomas como sangramento persistente ou dor intensa.



