
Flávio Bolsonaro em pronunciamento recente (Foto: Instagram)
O julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a decisão do ministro Nunes Marques, que suspendeu uma pesquisa da AtlasIntel desfavorável a Flávio Bolsonaro (PL), foi interrompido por um pedido de vista. Após o relator do caso e presidente da Corte Eleitoral votar pela manutenção da suspensão, a ministra Estela Aranha anunciou que precisaria de mais tempo para examinar o caso.
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Nunes Marques concedeu a liminar, submetida ao referendo iniciado nesta terça-feira (9/6), atendendo ao pedido do Partido Liberal (PL). Ele apontou indícios de problemas na metodologia da AtlasIntel. A pesquisa, que mostrava uma queda nas intenções de voto de Flávio, foi divulgada após conversas entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, sobre o financiamento do filme Dark Horse.
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Segundo Nunes Marques, há sinais de possível indução dos entrevistados, incluindo a inclusão de conteúdos relacionados a investigações e perguntas com carga negativa. Ele afirmou que os elementos apresentados reforçam, em uma análise preliminar, os indícios de comprometimento da metodologia da pesquisa.
Para Kassio, a questão vai além de divergências metodológicas, envolvendo a possibilidade de uso do questionário para induzir respostas. Ele observou que, ao analisar outras 27 pesquisas registradas pela AtlasIntel no TSE, não encontrou questionários semelhantes ou o uso de áudios como no levantamento questionado.
A decisão de Nunes Marques permanece válida até o julgamento final. Estela Aranha tem 90 dias para devolver o voto-vista.
DEFESAS
O advogado da AtlasIntel, Gualter Rafael Maciel Bezerra, argumentou no julgamento que a discordância do Partido Liberal sobre a pesquisa que indicou queda de Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto é de natureza “política”.
Durante sua defesa, Gualter Bezerra afirmou que “a representação não discorda da metodologia, mas sim de um fato político, público e notório: a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro e o Banco Master”.
A advogada do Partido Liberal, Maria Claudia Bucchianeri, sustentou que a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg tem falhas metodológicas, técnicas de indução de respostas e omissão de um vídeo exibido aos entrevistados.
Ela destacou: “Nem precisava abordar outros problemas, que também são graves e se referem à técnica de framing e indução. A pergunta sobre a visão, positiva ou negativa, de diversas autoridades, incluindo Flávio Bolsonaro, é apenas a de número 22”.
Na pesquisa AtlasIntel divulgada em abril, Lula e Flávio Bolsonaro estavam tecnicamente empatados em um cenário de segundo turno. Flávio tinha 47,8% das intenções de voto, enquanto Lula registrava 47,5%.
Já no levantamento divulgado em 19 de maio, Lula apareceu com 48,9%, enquanto Flávio tinha 41,8%. O resultado mostrou uma queda de seis pontos percentuais para o senador entre as duas pesquisas.
O Partido Liberal acionou o TSE alegando divulgação de pesquisa fraudulenta, questionou a metodologia e afirmou que o questionário foi estruturado para induzir uma percepção negativa sobre Flávio Bolsonaro.



