O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas à Justiça brasileira em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento em uma suposta tentativa de golpe de Estado. Em postagem na sua rede Truth Social, Trump classificou o tratamento dado a Bolsonaro como “terrível” e afirmou que o ex-mandatário brasileiro é vítima de uma perseguição política.
Trump declarou que Bolsonaro “não é culpado de nada, exceto por lutar pelo povo”, e o descreveu como um líder forte e patriota. Ele ainda comparou a situação do aliado brasileiro à sua própria, alegando que também foi alvo de perseguições políticas nos Estados Unidos. Segundo Trump, o processo contra Bolsonaro é uma “caça às bruxas” e deveria ser decidido nas urnas, não nos tribunais.
A lista de acusações contra Bolsonaro inclui organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio da União, e deterioração de patrimônio tombado. O julgamento no STF pode ocorrer entre agosto e setembro, após o prazo para as alegações finais das defesas.
Além disso, a tensão entre Trump e o ministro do STF Alexandre de Moraes ganhou um novo capítulo. A empresa Trump Media, em parceria com a plataforma Rumble, protocolou uma nova citação contra Moraes, acusando-o de perseguição política a opositores do presidente Lula, como Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Allan dos Santos. Moraes também é acusado por parlamentares norte-americanos de promover censura, especialmente após decisões que afetaram empresas e cidadãos dos EUA, como a suspensão do X (antigo Twitter) no Brasil.
As ações contra Moraes podem ter consequências internacionais: o senador Marco Rubio afirmou que o ministro brasileiro pode ser alvo de sanções dos EUA com base na Lei Global Magnitsky. Moraes agora tem 21 dias para responder formalmente à ação movida nos Estados Unidos.
A ofensiva de Trump reforça o alinhamento político entre os ex-presidentes e eleva a temperatura nas relações diplomáticas entre Brasil e EUA, colocando o Judiciário brasileiro sob os holofotes da política internacional.