
Home office e trânsito: entenda o ‘bumbum de cadeira’ (Foto: Instagram)
Uma rotina que envolve passar muitas horas sentado pode trazer mais do que apenas dores nas costas. Conforme explica a médica e especialista em harmonização glútea, Danuza Alves, esse hábito, aliado ao sedentarismo, pode afetar a firmeza e a aparência dos glúteos, fenômeno popularmente conhecido como “bumbum de cadeira”.
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Em entrevista à coluna Claudia Meireles, Danuza Alves detalhou como o trabalho remoto, o tempo em frente ao computador e até mesmo o trânsito podem contribuir para a sensação de perda de firmeza na região. Segundo ela, a sensação de “achatamento” não se deve apenas à posição, mas principalmente à falta de estímulo muscular ao longo do dia.
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Danuza destaca que o “bumbum de cadeira” não é um diagnóstico médico. A expressão surgiu como um alerta para os impactos de uma rotina com pouca ativação muscular. Ela explica que, ao passar muitas horas sentada e não estimular a musculatura, o glúteo recebe menos estímulo, sendo um reflexo de toda a rotina.
Embora esse fenômeno não seja um diagnóstico oficial, há respaldo em estudos científicos. Pesquisas de imagem mostram que os tecidos dos glúteos sofrem compressão e se deslocam sob o peso do corpo quando se está sentado. Isso, aliado à redução da atividade física, resulta em menos estímulo para a manutenção muscular, o que pode alterar o contorno dos glúteos.
A médica explica que o glúteo máximo é bastante utilizado em movimentos como caminhar, levantar, subir escadas e estender o quadril, mas trabalha menos durante longos períodos sentado.
Embora não seja sempre possível evitar longos períodos sentados, Danuza sugere medidas para reduzir o tempo de inatividade. Fazer pausas para “esticar as pernas” e incluir exercícios de fortalecimento muscular na rotina são essenciais para manter a firmeza dos glúteos e preservar o contorno ao longo do tempo.
Em sua prática clínica, Danuza já atendeu pacientes que relatam a sensação de que “o bumbum caiu ou ficou mais reto”. Ela enfatiza que a questão principal muitas vezes é a falta de estímulo muscular, mas também pode envolver características da pele, gordura ou contorno que precisam ser avaliadas individualmente. A cadeira, por si só, não muda o bumbum; a expressão se relaciona mais com uma rotina de pouca ativação. Nenhum procedimento estético substitui o fortalecimento e uma rotina ativa.






