Defesa de Trump encerra fase de julgamento de suborno sem chamá-lo para depor

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A equipe de defesa de Donald Trump encerrou a etapa do julgamento sobre suborno, nesta terça-feira (21), sem chamar o ex-presidente dos Estados Unidos para depor.

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Com isso, os advogados de Trump convocaram duas testemunhas em sua defesa. O juiz Juan Merchan disse que os jurados retornarão na próxima terça-feira (28) para ouvir os argumentos finais, com as deliberações provavelmente começando no dia seguinte.

A saber, os advogados de Trump pediram a Merchan que encerrasse o caso antes que ele chegasse ao júri, argumentando que ele se baseia no depoimento de uma testemunha, o ex-advogado de Trump Michael Cohen, que tem um histórico bem documentado de mentiras.

Essas moções de dispensa raramente são bem-sucedidas, e Merchan indicou na segunda-feira (20) que estava inclinado a deixar que os jurados avaliassem a credibilidade de Cohen por si mesmos. Os promotores dizem que o depoimento dele é reforçado por outras provas.

Cohen, a última testemunha da acusação, encerrou seu depoimento na segunda-feira, abrindo caminho para os advogados de Trump apresentarem suas próprias testemunhas e provas.

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O advogado Robert Costello, a segunda testemunha convocada pela defesa de Trump, testemunhou na segunda-feira que Cohen lhe disse que não tinha nenhuma informação incriminatória sobre Trump.

O comportamento de Costello no banco das testemunhas aparentemente irritou Merchan na segunda-feira. Costello voltou a depor nesta terça-feira, antes de a defesa encerrar sua etapa.

Vale lembrar que Trump é acusado de encobrir um pagamento de 130.000 dólares que comprou o silêncio da estrela pornô Stormy Daniels, que nas últimas semanas antes da eleição presidencial de 2016 estava vendendo sua história de um encontro sexual com o então candidato republicano.

Embora o pagamento em si não seja ilegal, Trump enfrenta 34 acusações de falsificação de registros comerciais para ocultar seu reembolso a Cohen, que inicialmente pagou pela transação.

Trump se declarou inocente e negou ter cometido qualquer delito. Ele diz que nunca teve relações sexuais com Daniels e tem classificado o julgamento como uma tentativa politicamente motivada de prejudicar seus esforços para retornar à Casa Branca na eleição de 5 de novembro deste ano.

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