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Edson Bindilatti e Luís Bacca voltam à pista de bobsled nesta terça-feira nos Jogos Olímpicos de Inverno

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Bindilatti e Bacca aceleram no ‘two-man’ em busca de novo recorde (Foto: Instagram)

Edson Bindilatti e Luís Bacca voltam à pista de bobsled nesta terça-feira (17/2), nos Jogos Olímpicos de Inverno, buscando superar sua própria marca em competições de duas pessoas. A dupla brasileira enfrentará condições de pista gelada e curvas velozes em mais uma etapa que testa técnica, força e entrosamento para alcançar um lugar entre os melhores do mundo.

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A prova de bobsled duas pessoas é composta por quatro descidas cronometradas, em que cada milésimo de segundo conta para definir a classificação final. O percurso tem mais de 1.500 metros de extensão, com trechos de alta inclinação, curvas fechadas e retas em que se alcançam velocidades superiores a 120 km/h. Os competidores devem coordenar a saída rápida do trenó, a postura aerodinâmica durante a descida e a precisão no comando dos freios ao final de cada passagem.

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Veterano de várias edições de Jogos Olímpicos de Inverno, Edson Bindilatti carrega experiência em pistas europeias e americanas desde sua estreia, enquanto Luís Bacca integra o time como atleta mais jovem, mas já acostumado a competições internacionais de velocidade e explosão muscular. Juntos, eles formam o “two-man” brasileiro que chegou a ocupar colocações intermediárias em eventos do circuito mundial e agora mira novo melhor desempenho na competição olímpica.

No trenó, Edson Bindilatti assume o posto de piloto, responsável por guiar o equipamento com precisão milimétrica, calibrando ângulos de curva e trajetória para evitar perdas de tempo. Por sua vez, Luís Bacca cumpre a função de freio e impulso, impulsionando o bobsled na largada e acionando os freios após a última curva. A sinergia entre piloto e freador é fundamental para manter a estabilidade do trenó durante as altas velocidades.

Treinar bobsled no Brasil representa um grande desafio, já que o país não possui pistas de gelo permanentes. Edson Bindilatti e Luís Bacca tiveram de dividir a rotina entre academias de musculação, pistas de grama inclinada para treinar empurrões e períodos de preparação na Europa, onde simuladores e pistas artificiais permitem adaptação ao frio e ao gelo. Esse esforço logístico é parte essencial do projeto olímpico da dupla, que busca unir técnica e condicionamento.

Após as quatro descidas de terça-feira, a soma dos tempos determinará se Edson Bindilatti e Luís Bacca avançam para a fase final. A expectativa é alcançar um ranking próximo ao top 20 mundial, resultado que representaria progresso para o Brasil no esporte. Independentemente da colocação, a participação da equipe reforça o pioneirismo brasileiro em modalidades de inverno e projeta novas gerações para seguir o mesmo caminho.

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