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Ibama libera pesca de pirarucu no Lago Paranoá, mas DF ainda aguarda regulamentação

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Barco carregado de pirarucus capturados no Lago Paranoá (Foto: Instagram)

A instrução normativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autoriza a pesca, captura e abate do pirarucu em todo o Brasil, mas ainda há dúvidas sobre como essa atividade pode ser realizada nos lagos do Distrito Federal e regiões próximas.

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A Polícia Militar do Distrito Federal, especializada em policiamento ambiental no Lago Paranoá, informou que não há regulamentação definida para essa atividade no DF. Por outro lado, a Secretaria do Meio Ambiente do DF (Sema-DF) está preparando uma portaria para regulamentar a pesca, captura e abate, sem previsão de lançamento.

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A instrução normativa do Ibama, publicada em 19 de março, esclarece várias questões de interesse para pescadores amadores e profissionais. O pirarucu é considerado uma espécie exótica invasora fora da Bacia Amazônica, sendo classificado como "intruso" em outras regiões do país.

A normativa permite a pesca, captura e abate do pirarucu em 11 regiões hidrográficas brasileiras. No DF, pescadores amadores e profissionais devem abater o peixe capturado no Lago Paranoá e nas bacias dos rios Descoberto, Corumbá, São Bartolomeu e São Marcos. A bacia do Maranhão não está incluída na normativa, proibindo a pesca predatória nessa área.

No Estado de Goiás, a pesca é permitida nas bacias do Parnaíba e São Francisco. Pescadores não podem devolver o pirarucu à água e devem abater o animal após a captura. Não há limites de quantidade e peso para a pesca. A normativa tem validade de três anos, após os quais o Ibama reavaliará a situação.

A Sema-DF afirma que o pirarucu foi introduzido no Lago Paranoá de forma irregular e criminosa, seja por soltura intencional ou por rompimento de estruturas como aquários.

O pirarucu foi tema de uma conversa descontraída do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com lideranças da Câmara dos Deputados em 4 de fevereiro. Lula comentou que os peixes criados no lago da Granja do Torto estavam se tornando um "problema". Ele recebeu cerca de 20 exemplares do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e, com o tempo, os peixes cresceram e começaram a devorar outras espécies no lago.

Rindo, Lula mencionou que os peixes chegaram a pesar cerca de 45 quilos e começaram a comer os patinhos da primeira-dama Janja Lula da Silva.

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