
Protesto em Cidade Tiradentes: manifestantes ateiam fogo em barricadas após morte de Thawanna em abordagem policial (Foto: Instagram)
Moradores de Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, realizaram um protesto na Rua Alexandre Davidenko no final da tarde desta sexta-feira (3/4). A manifestação foi motivada pela morte de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, ocorrida na madrugada anterior durante uma abordagem policial na Rua Edimundo Audran, nas proximidades.
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Os manifestantes ergueram barricadas e atearam fogo em diversos objetos. O Corpo de Bombeiros foi chamado e equipes do Choque foram enviadas ao local.
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Houve confronto entre policiais e manifestantes, com uso de bombas de gás lacrimogêneo. Também foi registrada uma tentativa de incendiar um ônibus. Até o momento, não há informações sobre feridos ou pessoas detidas.
BALANÇO DA OPERAÇÃO
- A Polícia Militar (PM) informou que foram estabelecidos cinco pontos de bloqueio.
- “Existe o risco de confrontos entre manifestantes e forças de segurança. Recomendamos que a população evite circular nas proximidades.”
- Um pelotão do 4º Baep foi destacado para a área, “reforçando a manutenção da ordem preventivamente”, informou a corporação.
- No total, participaram da operação cerca de 23 viaturas e 93 policiais militares, além do policiamento local.
- 4º Baep: aproximadamente 5 viaturas e 20 PMs.
- 3º BPChq: cerca de 18 viaturas e 73 PMs.
- Não houve prisões ou feridos durante a operação, conforme a PM.
O QUE DIZ O BOLETIM DE OCORRÊNCIA
De acordo com o boletim de ocorrência, obtido pelo Metrópoles, Thawanna e seu marido, Luciano dos Santos, estavam andando na rua quando uma viatura da PM passou por eles. Segundo o registro, Luciano esbarrou no retrovisor do veículo e, ao chamarem a atenção da viatura, os agentes retornaram. Os PMs relataram na delegacia que Thawanna começou a discutir de forma acalorada e chegou a agredir fisicamente a policial Yasmin Cursino Ferreira.
MARIDO DA VÍTIMA CONTA OUTRA VERSÃO
A versão apresentada pelo marido da vítima é diferente. Luciano afirmou em depoimento que uma policial desceu da viatura e disparou contra sua esposa. Em seguida, para não ser visto como uma ameaça, Luciano declarou que tirou sua blusa e bolsa, colocando-os no chão para mostrar que não representava perigo aos policiais.
INVESTIGAÇÃO
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as imagens das câmeras corporais dos agentes serão analisadas. Os policiais foram realocados para funções administrativas até que a investigação seja concluída.
O caso foi registrado no 49º Distrito Policial (São Mateus) como resistência.


