
Moradora esvazia água de vaso para prevenir proliferação do Aedes aegypti. (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) divulgou o primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. Este estudo revela que 422 cidades mineiras estão em alerta devido à proliferação do mosquito que transmite dengue, chikungunya e zika.
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O levantamento, realizado entre janeiro e março, mostra que 213 municípios apresentaram índices satisfatórios (IIP ≤ 0,99%), 422 ficaram em alerta (índice entre 1% e 3,9%) e 184 foram considerados em situação de risco (índice ≥ 3,9%). Embora 2026 seja visto como um ano endêmico para arboviroses, os dados estão dentro do esperado para o período sazonal (outubro a maio).
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O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, enfatizou a importância do monitoramento contínuo pelos agentes de zoonoses e arboviroses no estado. “Os dados do LIRAa são essenciais para guiar as ações de vigilância e combate ao mosquito pelas equipes municipais e estaduais”.
O levantamento é realizado por amostragem quatro vezes ao ano. Equipes visitam residências sorteadas para identificar focos de larvas do mosquito. Os principais criadouros estão dentro ou ao redor das casas, como caixas d’água destampadas, vasos de plantas, pneus velhos, calhas obstruídas e objetos que acumulam água.
A forma mais eficaz de combate continua sendo a eliminação desses pontos.
“É crucial manter os cuidados e eliminar qualquer recipiente com água parada. Pequenas ações diárias ajudam a reduzir os casos e evitar mortes”, recomenda Prosdocimi. Até a 14ª Semana Epidemiológica de 2026, Minas Gerais registra cerca de 45 mil casos prováveis de dengue, 7,3 mil de chikungunya e 32 de zika. Apesar do aumento nas últimas semanas, a tendência é de queda, com números menores em comparação aos anos anteriores.
O Governo de Minas investe cerca de R$ 210 milhões anualmente no combate às arboviroses, apoiando os municípios, ampliando exames, utilizando drones, armadilhas e o método Wolbachia – liberação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia para reduzir a transmissão dos vírus de dengue, Zika e chikungunya.


