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Sabesp lidera ranking do Procon-SP com quase 70% das queixas não resolvidas

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Sabesp lidera ranking de reclamações no Procon-SP em 2025 (Foto: Instagram)

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) assumiu a liderança no número de reclamações registradas no Procon-SP no ano passado, com uma média de 19 queixas diárias — das quais cerca de 13 não foram atendidas. Esse total coloca a Sabesp à frente da Enel, que aparece em segundo lugar com 5.373 reclamações no mesmo período, relacionadas a problemas de atendimento e serviços prestados aos consumidores em São Paulo.

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Conforme os dados divulgados, a Sabesp registrou 6.879 reclamações no Procon-SP em 2025, das quais 2.137 foram atendidas e 4.742 não receberam solução. Isso indica que cerca de 69% das queixas não foram resolvidas, enquanto a taxa de atendimento foi de 31,07%.

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Esses números fazem parte do levantamento de Reclamações Fundamentadas do Procon-SP, que inclui casos em que os consumidores não conseguiram resolver suas demandas diretamente com as empresas antes de buscar o auxílio do órgão de defesa do consumidor.

A Enel aparece logo em seguida no ranking, com 5.373 reclamações no total, das quais 1.095 foram atendidas e 4.278 permanecem sem solução. A média diária é de aproximadamente 15 queixas, com cerca de 12 sem resposta.

PANORAMA GERAL DAS QUEIXAS NO PROCON-SP
Sabesp

  • 6.879 reclamações registradas em 2025.
  • Média de 19 reclamações por dia.
  • 2.137 reclamações atendidas.
  • 4.742 reclamações não atendidas.
  • Cerca de 69% das demandas sem solução.

Enel

  • 5.373 reclamações registradas em 2025.
  • Média de 15 reclamações por dia.
  • 1.095 reclamações atendidas.
  • 4.278 reclamações não atendidas.
  • Cerca de 80% das demandas sem solução.

O QUE DIZ A SABESP
A Sabesp explica que a liderança no ranking do Procon-SP em 2025 está ligada a dificuldades pontuais no início do ano, após um ataque hacker em outubro de 2024, que afetou temporariamente o tempo de resposta às demandas dos consumidores.

A empresa reconhece o Procon como um termômetro importante da qualidade dos serviços e, por isso, mantém um diálogo contínuo com o órgão para entender as principais reclamações, como aumentos de faturas devido a vazamentos internos não detectados pelos consumidores.

A companhia adotou medidas para melhorar o atendimento, incluindo a contratação de 90 profissionais para a Ouvidoria, criação da Sala Ágil para casos críticos, capacitação de equipes, modernização dos canais digitais e ações itinerantes de atendimento, além de iniciativas para regularização de débitos e suporte técnico aos clientes.

OBRA NA MARGINAL TIETÊ
Com cerca de 69% das reclamações sem solução registradas no Procon-SP em 2025, a Sabesp concluiu o reparo do interceptor de esgoto que causou a abertura de uma cratera na Marginal do Tietê, na zona norte de São Paulo, após um ano de obras. O problema ocorreu próximo à saída da Rodovia dos Bandeirantes, com o buraco surgindo em 10 de abril de 2025.

O asfalto cedeu pela primeira vez em 10 de abril do ano passado, quando a Sabesp identificou uma infiltração na estrutura usada na manutenção da rede de esgoto. O trecho foi liberado após 5 dias, mas voltou a apresentar problemas em 22 de abril. Em 11 de maio de 2025, a situação se agravou novamente devido a uma sobrecarga provocada por fortes chuvas na região norte da capital.

CONCESSÃO DA ENEL EM RISCO
Mesmo ocupando a segunda posição em número de reclamações, a Enel, responsável pelo fornecimento de energia em São Paulo, entrou no radar regulatório e pode perder o contrato. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) iniciou um processo para avaliar a recomendação de possível encerramento da concessão da empresa, em meio a um histórico de falhas frequentes e apagões que afetam milhões de consumidores.

A decisão foi unânime pela diretoria da Aneel, que também suspendeu a análise de renovação da concessão e deu à empresa um prazo de 30 dias para manifestação. Após essa etapa, e eventual análise de recurso, o processo pode seguir para o Ministério de Minas e Energia, responsável pela decisão final sobre o contrato.

Segundo a agência, a Enel não atingiu padrões satisfatórios de desempenho e ficou abaixo da média de outras distribuidoras, principalmente em eventos climáticos extremos. Entre os problemas principais estão o longo tempo de atendimento emergencial, interrupções prolongadas de energia por mais de 24 horas e falhas no planejamento de contingência.

Se a recomendação for confirmada pelo governo federal, o contrato pode ser encerrado antes do prazo atual, que vai até 2028, possibilitando intervenção, operação provisória ou nova licitação para escolha de uma empresa substituta.

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