Governo planeja R$ 10 bilhões fora da meta fiscal das estatais em 2027

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Logo iluminado dos Correios em recepção de escritório (Foto: Instagram)

O governo federal projeta cerca de R$ 10 bilhões em gastos que não estarão incluídos na meta fiscal das estatais para o orçamento de 2027, conforme o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) divulgado nesta quarta-feira (15/4).

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Isso significa que esse montante não será considerado no cálculo do resultado primário, servindo como uma reserva para possíveis necessidades de capitalização ou apoio financeiro a empresas públicas.

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A decisão ocorre enquanto a equipe econômica busca alcançar a meta de superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no período, mantendo ao mesmo tempo alguma flexibilidade para enfrentar riscos fiscais.

A exclusão desses gastos da meta permite ao governo realizar aportes em estatais sem comprometer o cumprimento do resultado fiscal. Esse tipo de mecanismo já foi utilizado em anos anteriores como uma medida preventiva, criando espaço para auxiliar empresas em dificuldade sem pressionar ainda mais as contas públicas.

Isso pode incluir desde reestruturações financeiras até garantias e aportes em empresas que enfrentem problemas de caixa ou necessidades de investimento.

As empresas estatais são um ponto de atenção para a política fiscal, especialmente aquelas que operam com dificuldades financeiras. Casos como o dos Correios, por exemplo, já foram foco de discussões sobre a necessidade de aportes públicos condicionados a planos de reestruturação. A estatal recebeu apoio do governo para enfrentar a crise financeira que vem enfrentando desde o final de 2024.

A previsão de uma margem fora da meta sugere que o governo antecipa possíveis pressões desse segmento nos próximos anos.

Embora seja um instrumento técnico, a exclusão de despesas da meta frequentemente gera questionamentos no mercado financeiro, por potencialmente reduzir a transparência do esforço fiscal. Analistas avaliam que o uso frequente desse tipo de mecanismo pode enfraquecer a credibilidade das metas, especialmente em um momento em que o governo tenta consolidar uma trajetória de superávits.

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