
Estudantes no vão da FFLCH aprovam greve no Butantã (Foto: Instagram)
Os estudantes do campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP) resolveram, nesta quarta-feira (15/4), aderir à greve dos funcionários, suspendendo suas atividades por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em uma assembleia geral, convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) Alexandre Vannucchi Leme, realizada no vão da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP).
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Agora, os alunos de cada instituto farão reuniões próprias para decidir se aderem ou não à paralisação. Cursos como Química, Arquitetura e Urbanismo, Design e História, além do Instituto de Geociências (IGC-USP), já optaram pela greve. Outras unidades discutirão suas posições ao longo da semana. Confira as datas das assembleias abaixo:
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DATAS DAS ASSEMBLEIAS
16/04
– Psicologia (Butantã).
– Instituto de Matemática e Estatística (IME).
– Instituto de Oceanografia (IO).
– USP São Carlos.
– Letras.
– Escola Politécnica (POLI).
– Geografia.
– Enfermagem.
– Ciências Sociais.
17/04
– Instituto de Relações Internacionais (IRI).
– Farmácia (Butantã).
– Biologia.
– Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional (FOFITO).
– Escola de Comunicações e Artes (ECA).
A assembleia desta quarta-feira contou com a presença de alunos de diversos cursos, que votaram unanimemente pela suspensão das atividades.
Entre as principais reivindicações dos estudantes estão: melhores condições nos bandejões e fim da privatização, aumento do valor do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE) para um salário mínimo paulista, ampliação dos programas de permanência estudantil, defesa dos espaços estudantis e igualdade entre docentes e funcionários.
PARALISAÇÃO
Na terça-feira (14/4), os estudantes já haviam realizado uma paralisação em apoio às demandas e à greve dos funcionários aprovada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), que reivindicam reajuste salarial e benefícios oferecidos aos professores.
Ao todo, 105 cursos nos campi do Butantã, zona leste, Largo do São Francisco, Quadrilátero da Saúde, no centro, além dos campi do interior, participaram do ato de terça-feira. Como forma de protesto, os alunos organizaram “piquetes” nos prédios dos institutos, empilhando mesas, cadeiras e outros objetos nas entradas das salas de aula para bloquear a passagem.


