
Pressão alta em idosos: risco de comprometimento renal (Foto: Instagram)
Estima-se que 30% dos brasileiros convivam com hipertensão, segundo dados da pesquisa Vigitel do Ministério da Saúde. Um dado ainda mais alarmante é que metade dessas pessoas desconhece sua condição. Além de aumentar o risco de infarto, AVC e outras doenças cardiovasculares, a hipertensão também representa um perigo significativo para os rins.
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O nefrologista Jadilson Pereira Júnior, do Hospital São Lucas Copacabana, destaca que a hipertensão é uma das principais causas de doença renal crônica e insuficiência renal. A pressão alta resulta de uma combinação de fatores genéticos e hábitos de vida, como obesidade, sedentarismo, má alimentação, tabagismo, consumo excessivo de álcool e estresse.
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A hipertensão acelera os danos aos vasos renais e a perda de função dos rins. Rins já comprometidos podem, por sua vez, elevar ainda mais a pressão arterial, criando um ciclo prejudicial. Os glomérulos, responsáveis pela filtragem do sangue, são afetados, intensificando esse ciclo. Controlar e monitorar a pressão arterial é crucial para preservar a função renal e reduzir complicações cardiovasculares.
Nos estágios iniciais, a insuficiência renal pode ser silenciosa, mas a pressão alta e difícil de controlar pode ser um sinal de alerta. O diagnóstico precoce é essencial para evitar a progressão da doença, e exames simples podem ajudar nesse processo.
Exames laboratoriais, como a dosagem de creatinina no sangue e de albumina na urina, são fundamentais para detectar precocemente alterações na função renal. À medida que a doença avança, sintomas como inchaço nas pernas, tornozelos e ao redor dos olhos, além de urina espumosa, podem aparecer, indicando perda de proteínas pela urina.


