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IBGE: Proporção de imóveis alugados no Brasil cresce em 9 anos

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Modelo de casa, calculadora e chaves simbolizam o aumento dos imóveis alugados no Brasil (Foto: Instagram)

O Brasil observou um aumento na proporção de domicílios ocupados por aluguel e uma diminuição na ocupação própria por moradores, seja quitada ou em pagamento. Em 2016, 18,4% dos imóveis eram alugados. Em 2025, essa taxa subiu para 23,8%.

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Praticamente um em cada quatro imóveis foi alugado no ano passado, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Características Gerais dos Domicílios e Moradores, divulgada pelo IBGE na sexta-feira (17/4).

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No mesmo período, os imóveis ocupados por proprietários reduziram. Em 2016, 73% dos domicílios eram ocupados por um morador proprietário, considerando moradias quitadas (66,8%) ou em pagamento (6,2%). Em 2025, a proporção caiu para 67% em imóveis quitados (60,2%) ou em pagamento (6,8%).

A PESQUISA DO IBGE

  • A Pnad Características Gerais dos Domicílios e Moradores reúne informações sobre os moradores e os imóveis.
  • Sobre os moradores, o IBGE analisa: população residente, sexo, idade, cor ou raça, condição no domicílio.
  • Em relação aos imóveis, são considerados: tipo de ocupação; material predominante nas paredes, piso e telhado; serviços de saneamento básico e energia elétrica e posse de bens.
  • Os resultados foram baseados em dados de aproximadamente 168 mil domicílios.
  • No Brasil, existem 79,3 milhões de domicílios, sendo 65,6 milhões de casas (82,7%) e 13,6 milhões de apartamentos (17,1%). O restante inclui “habitação em casa de cômodos, cortiço ou cabeça de porco”.

O aumento proporcional dos imóveis alugados ocorreu junto ao crescimento absoluto de moradias ocupadas por proprietários, quitados ou não. O crescimento dos imóveis alugados foi mais acelerado, passando de 12,3 milhões em 2016 para 18,9 milhões em 2025.

Em 2016, havia 48,64 milhões de imóveis ocupados por proprietários, quitados ou em pagamento. Em 2025, esse número aumentou para 53,15 milhões.

Um destaque da pesquisa é o aumento na proporção de apartamentos, que passou de 13,7% (9,1 milhões) em 2016 para 17,1% (13,6 milhões) em 2025. Em sentido oposto, a taxa de casas diminuiu de 86,1% para 82,7%. O restante inclui “habitação em casa de cômodos, cortiço ou cabeça de porco”.

CENÁRIO
Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos de Construção do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, atribui o crescimento dos imóveis alugados a diversos fatores. Castelo menciona o aumento de domicílios unipessoais e o fato de que nem todos desejam ter uma casa própria.

“Às vezes, pode ser uma escolha, dependendo do momento de vida, preferir alugar em vez de comprar. Isso pode estar relacionado ao seu contexto de vida. Você é jovem, terminou a faculdade, está começando a vida profissional e ainda não sabe se vai ficar em São Paulo ou mudar de cidade”, exemplifica.
Por outro lado, Castelo vê espaço para melhorias nas políticas habitacionais, como a concessão de aluguel social e o programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal.

“Se olharmos o déficit habitacional (dados até 2024), percebemos que o componente que mais cresceu foi o das famílias que ganham até três salários mínimos e gastam mais de 30% da renda com aluguel”, destaca ela.

MORANDO EM RESIDÊNCIA PRÓPRIA
A situação de moradia varia conforme a região e o estado. O Nordeste tem a maior proporção de imóveis ocupados por proprietários, seja o imóvel pago (69,8%) ou em pagamento (2,5%). No outro extremo, o Centro-Oeste tem apenas 60% de imóveis ocupados por proprietários, pagos (51,1%) ou em pagamento (8,9%).

Entre os estados, o Maranhão lidera com 80,5% de domicílios ocupados por proprietários, seguido por Piauí (78,9%), Pará (76,4%), Amapá (76,1%) e Acre (74,3%).

Os estados com menores taxas de ocupação por proprietários, pagos ou em pagamento, são: Distrito Federal (55,3%), Goiás (60,5%), Mato Grosso (61,3%), Mato Grosso do Sul (61,3%) e Roraima (62,5%).

DADOS SOBRE MORADORES
A pesquisa também revelou o perfil dos moradores. Em nove anos, a média de moradores por casa caiu de 3 para 2,7. O Amazonas tem a maior média de moradores por domicílio (3,3), enquanto Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul têm a menor (2,7).

O estudo mostrou que a estrutura familiar mudou ao longo do tempo. De 2012 a 2025, aumentaram as casas com apenas um morador, enquanto as residências nucleares estendidas diminuíram. Este último tipo é composto pela pessoa responsável com pelo menos um parente, que não sejam cônjuges, pais ou filhos.

Os homens predominam nas residências unipessoais, representando 54,9% em comparação às mulheres, que são 45,1%. No grupo unipessoal, as idades são distribuídas assim:

  • 15 a 29 anos: 12%;
  • 30 a 59 anos: 46,8%;
  • 60 anos ou mais: 41,2%.

DADOS MULHERES X HOMENS
Os homens representam 48,8% da população e as mulheres 51,2%. Em 2012, a proporção era de 48,9% para homens e 51,1% para mulheres.

No Brasil, a proporção é de 95,1 homens para cada 100 mulheres, com variações significativas entre os estados.

Em Tocantins e Mato Grosso, há 101,5 homens para cada 100 mulheres. No Rio de Janeiro, são 91,4 homens para cada 100 mulheres.

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