
Congresso Nacional iluminado com as palavras ‘Democracia’ e ‘Livre’, reafirmando o espírito cidadão. (Foto: Instagram)
É desafiador definir liberdade de maneira que abranja todos os seus aspectos. Ao longo do tempo, ela se adaptou às mudanças sociais. Diversos conceitos surgiram.
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O período mais marcante dessas transformações foi quando os conceitos de direitos humanos e individuais se consolidaram, culminando na Revolução Francesa e na Independência dos Estados Unidos, iniciando com a Revolução Gloriosa na Inglaterra. Esta última reformou a Bill of Rights, marcando o início do parlamento moderno e o fim do poder absoluto.
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Uma definição clara e abrangente de liberdade pode ser extraída das ideias de Thomas Jefferson, um dos maiores pensadores políticos. Ele uniu democracia e liberdade, tornando-as sinônimas. A democracia resume a liberdade: direitos civis e individuais, liberdade de imprensa, igualdade de gênero e a essência do homem livre.
Ao considerar os conceitos de liberdade e democracia, não podemos esquecer Aristóteles, que definiu o homem como um "animal político", indicando que liberdade é inseparável da vida em sociedade. A Revolução Gloriosa marcou a supremacia do Parlamento, encerrando o governo absoluto e estabelecendo o império das leis, onde o Parlamento é o centro do poder.
Não devemos ser radicais ao ponto de afirmar que liberdade e democracia não existem só porque não resolvem todos os problemas sociais. Pelo contrário, isso reafirma que ambas são essenciais. A pressão social faz parte da democracia, desde que dentro das leis, que limitam nossos direitos onde começam os dos outros.
A liberdade possui um poder criativo que se integra à democracia, permitindo certas licenciosidades. Inclui-se aqui o populismo e, pior, o anarcopopulismo, que afetou a América Latina como um braço da Revolução Cubana, desestabilizando governos e justificando o militarismo, agora superado.
A liberdade também inspirou muitas piadas políticas. Recordo-me de uma em Portugal, sob o governo de Salazar. Perguntei ao taxista o nome de uma bela avenida, e ele respondeu: "Avenida da Liberdade, mas ainda não a inauguramos. Só o faremos quando Salazar morrer." Rimos juntos, seguros de que eu não o denunciaria à PIDE.
Recentemente, vi uma reportagem de TV sobre uma mulher que denunciava assédio sexual. O delegado pediu detalhes, e ela disse: "O saliente 'tomou a liberdade' de me tocar." Isso mostra o poder criativo sobre o que é liberdade.
Seja através de anedotas ou não, a liberdade é nosso maior patrimônio democrático. Vamos resolver os problemas, mas sem permitir que o populismo ameace nossa democracia e liberdade, que são sinônimos.
Sempre lembro do slogan da UDN, proposto por Afonso Arinos, inspirado em Thomas Jefferson: "O preço da liberdade é a eterna vigilância."


