
Raquel Gallinati e o vereador Allison Sales em pronunciamento na Câmara de Santos (Foto: Instagram)
A Justiça de Santos, localizada no litoral de São Paulo, decidiu encerrar uma investigação policial contra o vereador Allison Sales (PL). A solicitação havia sido feita pela delegada Raquel Gallinati, que já foi secretária de segurança do município.
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Raquel acusava Sales de difamação, perseguição, violência psicológica e violação de sigilo funcional. As acusações surgiram após o vereador publicar nas redes sociais que ela estaria utilizando viaturas da Guarda Civil Municipal de forma indevida para fins pessoais.
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Em fevereiro, tanto a Polícia Civil quanto o Ministério Público de São Paulo já haviam recomendado o arquivamento do caso. No post, o vereador não menciona nomes, mas questiona o uso de uma viatura descaracterizada por um servidor da prefeitura para viagens frequentes a São Paulo, levantando dúvidas sobre os custos de pedágio e combustível.
No processo, Raquel defende que o uso da viatura estava relacionado a compromissos profissionais e que a falta de identificação do veículo se devia a ameaças de morte que ela já havia recebido. Ela acusa Sales de colocar sua vida em risco ao divulgar fotos do carro, com detalhes que permitiam sua identificação, como a placa e o modelo.
Mesmo sem ter seu nome mencionado, Raquel afirma que o vereador protocolou um pedido para que ela prestasse esclarecimentos na Câmara sobre o uso do veículo.
Em fevereiro, a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo já haviam se manifestado pelo arquivamento do inquérito por falta de provas. A defesa de Raquel Gallinati, então, recorreu e o processo foi analisado pela Procuradoria Geral de Justiça, que manteve o arquivamento.
Ao Metrópoles, Raquel disse que tomará as medidas cabíveis. Ela aponta que a própria investigação reconhece que Allison Sales teria obtido dados de forma ilícita por meio do chamado sistema Detecta, que é de uso exclusivo de agentes da segurança pública, como policiais civis e militares. No post feito pelo vereador, ele mostra os locais onde a viatura transitou ao longo da cidade de Santos.
Já o advogado da delegada, Fernando Barboza Dias, disse que a defesa “como sempre acatará e respeitará as decisões tomadas pela Justiça”. “A investigação identificou diversas pesquisas sem justificativa do carro oficial da ex Secretaria, por diversas pessoas, além de identificar a pessoa que repassou as informações para um assessor parlamentar, quem depois disse ter transmitido esses dados ao parlamentar. Como houve determinação de envio de cópias para a Corregedoria e para a Câmara, a defesa aguarda essas providências e espera pela continuidade das apurações nessas searas”, concluiu.
O vereador Allison Sales (PL) não foi encontrado pela reportagem para comentar o caso, mas, nas redes sociais, celebrou a decisão.


