
Fumaça sobe no sul do Líbano após ataque israelense (Foto: Instagram)
Israel e Líbano devem se encontrar novamente nesta quinta-feira (23/4), em Washington, para mais uma rodada de negociações visando um acordo de paz para a região. O Líbano planeja solicitar a extensão do cessar-fogo, que está em vigor até domingo (26/4), por pelo menos mais 10 dias.
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Na quarta-feira (22/4), o presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que as negociações para esse fim estão em andamento. “As comunicações estão em curso para estender o prazo do cessar-fogo, e não medirei esforços para acabar com as situações anormais que o Líbano enfrenta atualmente”, publicou em suas redes sociais.
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Apesar do cessar-fogo, um ataque israelense ocorrido ontem resultou na morte de cinco pessoas no Líbano, incluindo a jornalista Amal Khalil. Após a confirmação do óbito, o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, acusou Israel de cometer crimes de guerra. “O Líbano não poupará esforços para levar esses crimes aos fóruns internacionais competentes”, declarou nas redes sociais.
Na madrugada desta quinta-feira (23/4), as Forças de Defesa de Israel anunciaram a prisão de um terrorista da Força Radwan do Hezbollah no sul do Líbano. Segundo o exército israelense, ele estava planejando um ataque contra um soldado do país.
Israel também acusou o Hezbollah de violar o cessar-fogo. De acordo com as Forças de Defesa de Israel, o grupo lançou uma aeronave em direção a soldados israelenses que operavam no sul do Líbano.
ENTENDA O CONFLITO ENTRE ISRAEL E O LÍBANO
Após um ataque de Israel ao Irã em 28 de fevereiro, o Hezbollah, aliado próximo do Irã, respondeu com uma ofensiva contra Tel Aviv. A entrada do grupo, uma organização paramilitar libanesa, na guerra intensificou as tensões na região.
O Hezbollah é visto como um dos maiores inimigos de Israel e também apoia o Hamas, que controla a Faixa de Gaza.
Israel tem atacado o sul do Líbano com o objetivo de afastar o grupo paramilitar da fronteira. Como resultado, mais de 1 milhão de libaneses foram deslocados de suas residências devido aos combates e ordens de evacuação.
Nas negociações de paz entre Irã e Estados Unidos, o governo do Paquistão, que atua como mediador, chegou a afirmar que o Líbano também estava incluído na trégua. No entanto, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o país não fazia parte do acordo e que a guerra continuaria até que o Hezbollah fosse neutralizado.


