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Câmara aprova PEC que define gasto mínimo para assistência social

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Câmara aprova piso mínimo de 1% da RCL para assistência social (Foto: Instagram)

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (28/4) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um piso mínimo de recursos para a assistência social. O texto exige que a União destine pelo menos 1% da Receita Corrente Líquida (RCL) ao Sistema Único de Assistência Social (Suas).

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A estimativa é que a PEC resulte em um impacto de R$ 36 bilhões até 2030. Após aprovação em primeiro turno no dia 8 de abril, o texto foi novamente aprovado nesta terça e agora segue para o Senado.

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A PEC também especifica o que pode ser contabilizado nesse mínimo, restringindo os recursos às ações de proteção social básica e especial, e excluindo benefícios como o de Prestação Continuada (BPC), programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e benefícios eventuais.

Além disso, o texto prevê que os recursos da União sejam descentralizados para estados e municípios, que são responsáveis pela execução das políticas, permitindo que o governo federal retenha até 2% para gestão. A proposta também ajusta o cálculo para estados e municípios, descontando transferências recebidas para evitar dupla contagem.

Para a União, a implementação do piso será gradual, conforme solicitação do governo para reduzir o impacto fiscal:

  • 1º ano: 0,3% da Receita Corrente Líquida;
  • 2º ano: 0,5%;
  • 3º ano: 0,75%;
  • a partir do 4º ano: 1% da Receita Corrente Líquida.

A regra entra em vigor com a promulgação, mas o percentual completo só será aplicado a partir do quarto ano.

Um relatório preliminar da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) estimou os custos da PEC para o governo nos próximos anos. O Ministério da Fazenda ainda não divulgou um cálculo oficial.

Eis as estimativas:

  • 2027: R$ 2,2 bilhões;
  • 2028: R$ 5,96 bilhões;
  • 2029: R$ 11,14 bilhões;
  • 2030: R$ 17 bilhões.

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