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Ativista Fabíola Lemos denuncia “cura gay” em clínicas no Piauí

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Ativista denuncia ‘cura gay’ em clínicas de reabilitação no Piauí (Foto: Instagram)

A ativista e influenciadora Fabíola Lemos fez uma denúncia pública sobre práticas de "cura gay" em clínicas de internação no Piauí. Com cerca de 16 mil seguidores nas redes sociais, ela pediu que as autoridades tomem providências e investiguem possíveis violações de direitos em unidades de reabilitação no estado.

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A denúncia ocorreu após um caso ganhar destaque: um médico de 27 anos afirmou ter sido internado involuntariamente em uma clínica de Teresina depois de contar aos pais que era gay. O profissional relatou ter ficado cerca de 40 dias sem acesso a telefone, advogado ou contato externo.

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Em um vídeo nas redes sociais, Fabíola destacou que esse caso não é isolado e que outras denúncias começaram a surgir após a divulgação do ocorrido.

“Todos vocês ficaram sabendo do caso do jovem médico que foi internado de forma involuntária, sem nenhum procedimento, sem nenhum critério rigoroso, em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos aqui em Teresina. Pois bem, a nossa denúncia foi feita na época. Foi muito importante a mobilização tanto da imprensa quanto das redes sociais, mas hoje nós estamos aqui no Ministério Público formalizando”, declarou.

A ativista informou que foi protocolado um pedido no Ministério Público do Piauí para investigar não só a clínica mencionada pelo médico, mas também outros centros terapêuticos no estado.

“Nós estamos entrando com este requerimento pedindo a intervenção do Ministério Público, a apuração nesses casos, não só nesse caso, mas em todos esses casos que estão sendo denunciados em todo o o estado do Piauí, em uma série de clínicas e centros terapêuticos que estão desviando sua finalidade”, afirmou.

Fabíola também mencionou denúncias sobre tentativas de reversão sexual — a chamada "cura gay", prática condenada por entidades de saúde e direitos humanos.

“São locais que, inclusive, estão aplicando aquilo que chamam de cura gay. Isso precisa ser investigado com urgência”, disse.

Além do Ministério Público, a influenciadora afirmou que representações foram enviadas ao Conselho Municipal de Saúde de Teresina e à Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

“Também já fizemos a denúncia no e-mail do Conselho Municipal de Saúde aqui em Teresina e no e-mail da Semcaspi, que é um órgão qualificado para fazer esse tipo de apuração”, explicou.

PROIBIÇÃO
A Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de doenças em 1990. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia proíbe profissionais de oferecer terapias de reversão sexual ou tratar a orientação sexual como doença. Essa norma já teve sua constitucionalidade reconhecida pela Justiça Federal.

A coluna procurou o Ministério Público do Piauí (MP-PI), o Conselho Regional de Medicina (CRM) e demais órgãos citados, mas não houve resposta até a última atualização.

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