
Trump admite envio de armas a milícias curdas no Irã (Foto: Instagram)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que enviou armamentos para milícias curdas no Irã durante os protestos que ocorreram em dezembro no país persa. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (11/5), durante um evento realizado na Casa Branca.
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De acordo com o presidente republicano, as armas foram destinadas aos curdos residentes no Irã, com a intenção de que fossem repassadas aos manifestantes que tomaram as ruas das principais cidades no ano passado. No entanto, Trump afirmou que esse objetivo não foi alcançado.
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"Estou muito decepcionado", expressou o líder norte-americano durante um evento sobre saúde materna. "Enviamos algumas armas com munição [aos manifestantes] e elas deveriam ter sido entregues, mas eles [curdos] ficaram com elas."
A afirmação do presidente dos EUA corrobora reportagens recentes sobre a participação da Agência Central de Inteligência (CIA) nas manifestações, que tinham o intuito de enfraquecer o governo teocrático do aiatolá Ali Khamenei — que foi morto no início da guerra em fevereiro.
A imprensa norte-americana relatou que a CIA teria trabalhado para armar o grupo étnico presente na Turquia, Iraque, Síria e Irã, reconhecido como a maior nação sem Estado próprio do mundo.
Em abril deste ano, Trump já havia mencionado o envio de "muitas armas" para apoiar os manifestantes no país persa. Milhares de pessoas foram mortas durante confrontos com as forças governamentais, conforme relatado por organizações de direitos humanos.
As declarações do presidente dos EUA fortalecem a narrativa iraniana, que acusa Washington de estar por trás da onda de violência interna que precedeu a guerra no Oriente Médio.


