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Atividade física após câncer pode aumentar longevidade, revela estudo

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Corredora no parque: exercício como aliado na luta contra o câncer (Foto: Instagram)

Os benefícios de manter uma rotina ativa são amplamente reconhecidos por ajudar na prevenção do câncer. No entanto, novas evidências indicam que essa prática também pode ser crucial para aumentar a longevidade após o diagnóstico da doença. Uma pesquisa divulgada em fevereiro no JAMA Network revelou que a prática de exercícios está ligada a um menor risco de mortalidade em pacientes com variados tipos de tumor.

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A investigação reuniu dados de seis grandes estudos de saúde de longa duração, envolvendo mais de 17 mil sobreviventes de sete tipos de câncer: bexiga, endométrio, rim, pulmão, boca, ovário e reto. Foi examinada a quantidade de atividade física realizada antes e após o diagnóstico (em média, 2,8 anos depois). Os dados foram ajustados considerando fatores como idade, sexo, tabagismo e estágio do câncer. Ao comparar os níveis de atividade física antes e depois, percebeu-se um padrão consistente: indivíduos mais ativos tinham menor mortalidade relacionada à doença.

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“Esse estudo tem um impacto significativo em nossa prática clínica. Torna a prática de exercícios algo essencial, que não deve ser ignorado durante uma consulta com seu oncologista”, afirma a oncologista clínica Ana Paula Garcia Cardoso, do Einstein Hospital Israelita. “Observamos benefícios em cânceres de bexiga, pulmão, endométrio e ovário, que antes tinham menos evidências concretas.”

A pesquisa também destacou que pacientes que eram sedentários antes do diagnóstico, mas começaram a se exercitar depois, mostraram uma redução significativa no risco de morte, especialmente em casos de câncer de pulmão e reto. “Muitos acreditam que, se não começaram antes, não vale mais a pena. Mas os resultados do estudo mostram o contrário”, destaca Cardoso.

Os resultados, entretanto, variam conforme o tipo de câncer. Os benefícios foram mais consistentes em tumores como pulmão, endométrio, bexiga e ovário, enquanto em outros, como os de cavidade oral e reto, o impacto positivo foi mais evidente em quem manteve níveis mais elevados de atividade física após o diagnóstico. “A magnitude do benefício varia entre os tumores, e isso deve ser interpretado com cautela. Os cânceres são biologicamente diferentes, assim como os pacientes. Mas isso não muda o fato de que a atividade física é benéfica para a maioria, sem risco de prejuízo”, ressalta a oncologista.

QUALQUER MOVIMENTO CONTA
Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada a intensa por semana, o estudo aponta que mesmo pequenas quantidades já estão associadas a um menor risco de morte por alguns cânceres.

“Esse é um dos pontos mais importantes do estudo. De forma consistente, sair da inatividade física pode trazer benefícios inequívocos à saúde”, enfatiza Ana Paula Cardoso. Na prática, isso significa que não existe um mínimo obrigatório: qualquer movimento conta. “A progressão para níveis mais altos deve ser incentivada, mas não deve ser uma barreira para o paciente começar”, orienta a médica.

Uma dúvida comum é sobre o momento ideal para começar a se exercitar: afinal, é preciso esperar o fim do tratamento? De acordo com a oncologista, não necessariamente. Embora o estudo tenha analisado a atividade física ao longo dos anos antes e após o diagnóstico, os dados mostram que iniciar o hábito mesmo depois da doença já traz vantagens. “Isso reforça algo que sempre digo em consultório: não é preciso esperar um momento ideal. Na verdade, esse momento dificilmente vai existir. A atividade física pode ser introduzida em qualquer fase, desde que respeitadas as condições clínicas e com orientação adequada”, comenta a especialista do Einstein.

A pesquisa incluiu principalmente atividades aeróbicas de intensidade moderada a vigorosa, como caminhada, bicicleta ou exercícios leves, mas não comparou diretamente diferentes modalidades. “O ideal é começar devagar, cerca de 15 minutos por dia, e ir progredindo. Precisa ser algo agradável e possível de manter no dia a dia. Toda atividade física é bem-vinda”, conclui Cardoso.

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