
França impõe quarentena hospitalar para contatos de hantavírus (Foto: Instagram)
As regras de isolamento na França foram endurecidas nesta segunda-feira (11/5) com a implementação de uma "quarentena reforçada em meio hospitalar" para todos os casos de contato com hantavírus. A decisão foi tomada após uma passageira de um cruzeiro testar positivo e ser internada em estado estável em Paris, conforme informações do governo.
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Entre os cinco passageiros franceses repatriados no domingo (10/5) e isolados no hospital Bichat, o estado de saúde de uma mulher piorou durante a noite e os testes confirmaram a infecção, anunciou a ministra da Saúde, Stéphanie Rist, na rádio Franceinter na manhã de segunda-feira.
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O primeiro-ministro francês comunicou na noite de segunda-feira, na rede social X, que a paciente permanece "em terapia intensiva, em estado estável". Os outros quatro passageiros continuam testando negativo e estão sob "isolamento reforçado em meio hospitalar", conforme Sébastien Lecornu.
Além disso, nenhum dos oito "casos de contato de alto risco", que viajaram no mesmo voo que a pessoa infectada há 15 dias, apresenta sintomas, segundo o chefe de governo. Contudo, ele anunciou "para todos os casos de contato, sem exceção" uma "quarentena reforçada em meio hospitalar", após reunião interministerial em Matignon.
A ministra da Saúde relatou na manhã de segunda-feira um total de 22 casos de contato identificados: oito passageiros do voo de 25 de abril entre Santa Helena e Johanesburgo e outros 14 do voo Johanesburgo-Amsterdã do mesmo dia.
Uma passageira holandesa de cruzeiro, infectada e posteriormente falecida, viajou no primeiro voo e chegou a embarcar no voo para Amsterdã, mas não seguiu viagem.
Este anúncio do primeiro-ministro endurece as regras para esses casos de contato, que antes eram instruídos a se registrar "sem demora" e cumprir "quarentena em domicílio" até avaliação do risco de infecção.
Agora, o governo determina "para todos os casos de contato, sem exceção" uma "quarentena reforçada em meio hospitalar".
“AGIR BEM NO INÍCIO”
A OMS busca tranquilizar sobre o "baixo" risco epidêmico, já que o vírus é menos contagioso que a Covid-19. “O importante é agir bem no início”, destacou a ministra da Saúde francesa, “rompendo as cadeias de transmissão do vírus”.
Duas reuniões interministeriais sobre o hantavírus ocorrerão diariamente em Matignon, informou o primeiro-ministro, que se reuniu com especialistas em epidemiologia na noite de segunda-feira.
“Acompanhamos a situação com máxima vigilância, com base em um vírus já conhecido, daí os 42 dias de isolamento decididos e o objetivo que permanece: proteger os franceses”, declarou a porta-voz do governo, Maud Bregeon, à BFMTV, pedindo para "evitar pânico".
A ministra da Saúde assegurou que a França possui os estoques necessários de máscaras e testes. “Pedi uma revisão para confirmar que temos o suficiente”, mas “a organização desde a Covid garantiu estoques adequados de máscaras e testes”, afirmou.
O HANTAVÍRUS ANDES, UMA CEPA RARA
Três pessoas que estavam a bordo do Hondius faleceram: em dois casos, a OMS confirmou infecção por hantavírus, o terceiro sendo um caso provável. Além dessas três mortes, seis casos confirmados e outro provável foram registrados.
A variante do vírus detectada no MV Hondius, o hantavírus Andes, é uma cepa rara que pode ser transmitida entre pessoas, com um período de incubação de até seis semanas. Esta doença pode causar síndrome respiratória aguda e sua taxa de letalidade pode ultrapassar 40%, segundo especialistas.
De acordo com a OMS, todos os ocupantes do MV Hondius, que partiu em 1º de abril de Ushuaia, na Argentina, são considerados "contatos de alto risco" e serão monitorados por 42 dias.
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