
Água turva e com fragmentos preocupa moradores do Aglomerado da Serra (Foto: Instagram)
Belo Horizonte — Após denúncias de moradores do Aglomerado da Serra, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, sobre a presença de possíveis fragmentos de égua na água e coloração escura, a Copasa assegurou que essas mudanças visuais não comprometem a segurança do consumo.
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A empresa afirmou que a qualidade da água continua sendo monitorada em tempo real por suas equipes laboratoriais. Esta declaração foi divulgada na noite de segunda-feira (11/5).
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Conforme reportado pelo Metrópoles, moradores do maior aglomerado do estado relataram ter encontrado um fragmento similar a pele no bico da torneira da cozinha.
Também foram mencionados relatos de um material "grosso, meio branco" durante a rega de plantas. Os moradores ainda afirmam que o abastecimento não foi completamente restabelecido.
Vanderli Oliveira, de 58 anos, proprietário de um bar na Rua Bandoneon, contou que seu imóvel ficou sem água por aproximadamente uma semana, e que o problema começou após o incidente com a égua. Segundo ele, os moradores receberam água "literalmente com barro" após os reparos. Imagens gravadas na sexta-feira (8/5) e enviadas à reportagem corroboram o relato. Nesta terça-feira (12/5), ele informou que a companhia esteve no local e resolveu o problema.
NOVA AVALIAÇÃO
A Copasa reconheceu, no mesmo dia, que algumas partes do Aglomerado da Serra e do bairro Serra apresentavam oscilações no abastecimento devido a uma nova avaliação técnica.
A Companhia informou que interrompeu temporariamente o fornecimento de água em alguns trechos para realizar vistorias "preventivas e testes de potabilidade no local", visando "garantir que a água entregue aos moradores esteja em total conformidade com os padrões sanitários".
Sobre a normalização, a Copasa afirmou que o sistema está sendo religado gradualmente, à medida que as inspeções são concluídas em cada rua.
A Copasa destacou ainda que todas as amostras coletadas confirmam que a água é própria para consumo e que a empresa "não medirá esforços para assegurar a excelência e a transparência do serviço prestado à população".
O CASO DA ÉGUA EXPÔS VULNERABILIDADES NO SISTEMA
A adutora onde ocorreu o acidente faz parte do Sistema Rio das Velhas, responsável por abastecer 70% da população da capital mineira.
O incidente com a égua deixou mais de 700 bairros sem água e em outras sete cidades da Região Metropolitana, além de expor vulnerabilidades no sistema.
Especialistas apontam que rejeitos da mineração, além de fatores como clima e esgoto, representam grandes riscos para o abastecimento de água de milhões de mineiros.


