
Rato silvestre: principal vetor do hantavírus em áreas rurais de Minas Gerais. (Foto: Instagram)
Belo Horizonte — A investigação de possíveis casos de hantavírus em um cruzeiro no Atlântico Sul trouxe novamente a doença ao foco, gerando questionamentos entre os brasileiros. Contudo, em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) assegura que a situação é distinta e não há razão para preocupação.
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Isso ocorre porque a cepa encontrada no Brasil não é transmitida de pessoa para pessoa, diferentemente do que está sendo investigado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no cruzeiro.
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De acordo com a SES-MG, os casos no Brasil estão principalmente associados ao contato com roedores silvestres em áreas rurais, como lavouras, paióis e galpões, onde há fezes ou urina contaminadas.
“O vírus circula em roedores silvestres, especialmente em áreas rurais. São casos isolados, como já ocorreram em outros anos no estado”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti.
A diferença é que, enquanto a investigação internacional considera uma possível transmissão entre passageiros do navio, a SES-MG destaca que a variante presente no Brasil não possui essa característica.
Ou seja, a doença registrada em Minas Gerais não é transmitida pelo contato entre pessoas, mas sim pela exposição a ambientes contaminados por roedores silvestres.
Minas Gerais confirmou um caso de hantavirose neste ano, que resultou em morte. O paciente, um homem de 46 anos, residia em Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, e tinha histórico de contato com roedores em ambiente de lavoura e paiol.
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) mostram que Minas registrou:
- 1 caso e 1 morte em 2026;
- 6 casos e 4 mortes em 2025;
- 8 casos e 4 mortes em 2024.
Os sintomas iniciais podem se assemelhar a uma gripe forte e incluem:
- febre;
- dor no corpo;
- dor de cabeça;
- dor abdominal;
- mal-estar.
Nos casos mais graves, a doença pode rapidamente evoluir para:
- falta de ar;
- tosse seca;
- queda da pressão arterial;
- aceleração dos batimentos cardíacos.
Não há vacina nem tratamento específico para hantavirose.
A principal recomendação é evitar contato com poeira em locais fechados que possam ter presença de roedores.
A SES-MG orienta:
- ventilar ambientes antes da limpeza;
- umedecer o chão antes de limpar;
- nunca varrer poeira seca;
- manter alimentos fechados;
- evitar acúmulo de lixo e entulho;
- não deixar ração exposta.


