
Senador Ciro Nogueira durante entrevista em Brasília (Foto: Instagram)
A investigação da Polícia Federal (PF) sobre as conexões do senador Ciro Nogueira (PP-PI), líder nacional do Progressistas (PP), com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo proprietário do Banco Master, já está gerando disputas pela liderança do partido.
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O PP, um dos principais partidos do Centrão, ganhou ainda mais relevância nas alianças partidárias após a criação da "superfederação" com o União Brasil. Antes disso, Ciro era visto como uma figura central nas negociações eleitorais.
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Internamente, membros do PP sugerem que Ciro se afaste da liderança do partido para mitigar os efeitos das investigações na imagem do PP. Na quinta-feira passada (7/5), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador, suspeito de favorecer Vorcaro em troca de "vantagens econômicas indevidas". A investigação aponta que Ciro recebia entre R$ 300 mil e R$ 500 mil mensais do banqueiro. Ciro nega as acusações.
O nome mais comentado para substituir Ciro é o da senadora Tereza Cristina. A jurista Janaína Paschoal, vereadora em São Paulo pelo PP, recentemente sugeriu publicamente que Tereza Cristina assuma a liderança do partido.
Tereza Cristina, assim como Ciro, era considerada para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial. No entanto, o envolvimento de Ciro no escândalo do Master pode prejudicar essas negociações. Outro nome mencionado por membros do partido é o do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR).
Fontes ligadas à federação União-PP em São Paulo afirmam que o deputado federal Maurício Neves, presidente estadual do PP, está se movimentando para se tornar um possível sucessor de Ciro. No entanto, aliados consideram essa possibilidade improvável, já que Neves está em seu primeiro mandato e tem gerado conflitos, principalmente com o ex-vereador Milton Leite, líder do União no estado.
Recentemente, Leite ameaçou desmantelar a ala paulista da federação após o PP indicar que Ciro Nogueira assumiria a liderança do grupo também em São Paulo. Devido à confusão na liderança, a federação perdeu deputados durante a janela partidária, como mostrou o Metrópoles.


