
Cartaz do filme sobre Jair Bolsonaro, financiado com R$ 61 milhões a pedido de Flávio Bolsonaro (Foto: Instagram)
O filme sobre Jair Bolsonaro, que recebeu R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro para sua produção, contou com aproximadamente 130 profissionais. Os valores foram repassados a pedido de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, entre fevereiro e maio de 2025.
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Diálogos divulgados pelo The Intercept nesta quarta-feira (13/5) mostram que Flávio Bolsonaro solicitou o valor ao banqueiro para garantir a produção do filme. Documentos indicam que 23 grupos, incluindo direção, maquiagem e figurino, integravam a equipe.
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O diretor da cinebiografia, Noah Cyrus, foi mencionado por Flávio como um "cara renomadíssimo" no cinema. O senador insistiu no pagamento dos valores prometidos por Vorcaro, temendo que atrasos comprometessem o sucesso do projeto.
“Tem muita parcela para trás… Tá todo mundo tenso. […] Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. […] E agora, que é a reta final, a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui, senão a gente perde tudo, perde os contratos, perde ator, diretor, equipe. Perde tudo”, disse Flávio a Vorcaro.
As filmagens começaram 42 dias após a cobrança de Flávio, em 20 de outubro de 2025. Meses antes, Vorcaro discutiu com seu cunhado Fabiano Zettel sobre os repasses ao filme da família Bolsonaro.
Em 5 de fevereiro de 2025, Zettel informou a Vorcaro sobre dificuldades com o “câmbio do Master”. Vorcaro perguntou a quem deveria enviar o dinheiro e sugeriu: “Vamos fazer via Entre [empresa Entre Investimentos e Participações]”. Ele então ordenou: “Manda a grana”.


