Investigação de acidente na BR-060 com morte de jovem aponta feminicídio

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Momento em que Ivan Rodrigues Cardoso é conduzido pela Polícia Civil de Goiás após prisão temporária (Foto: Instagram)

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deteve temporariamente Ivan Rodrigues Cardoso, investigado pela morte de Kimmberlly Gisele Pereira Rodrigues, de 21 anos, em um acidente na BR-060, em Alexânia (GO), no dia 4 de maio. O caso está sendo tratado como feminicídio.

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Ivan era o motorista do carro e, momentos antes do acidente, a jovem gravou um vídeo pedindo que ele parasse de dirigir em alta velocidade.

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O caso está sendo investigado como feminicídio por dolo eventual, quando alguém, mesmo sem intenção direta, age assumindo o risco de provocar um crime. Ivan foi preso temporariamente na quarta-feira (20/5), após cumprimento do mandado de prisão.

A delegada Silzane Bicalho, responsável pelo caso, relatou que Ivan afirmou ter perdido o controle do carro ao tentar desviar de um "vulto". "Ele disse que pensou ser um animal, puxou o volante e perdeu o controle", explicou.

Ivan também declarou à polícia que mantinha um relacionamento com Kimmberlly.

Descrevendo os eventos antes do acidente, Ivan contou que, no dia anterior, estava em uma chácara com a vítima e depois foram a um bar, onde teria sentido ciúmes dela.

Ao deixarem o bar, Ivan seguiu em direção a Brasília e, durante o trajeto, os dois começaram a discutir.

“Quando Kimmberlly pede para ir embora e diz que está com medo, Ivan responde no vídeo: ‘vamos ver como os ‘nego’ de Ceilândia age’. Segundo Ivan, ele quis dizer que seus amigos são de Ceilândia e lá ele teria vantagem, já que no bar vários rapazes mexeram com Kimmberlly e ele estava em desvantagem”, acrescentou.

O OUTRO LADO
A defesa de Ivan, representada pela advogada Luiza Barreto Braga, esclareceu que o caso se trata, em tese, de um acidente de trânsito.

“É prematuro classificar o caso como feminicídio antes da conclusão das investigações e da análise técnica de todos os elementos do processo”, afirmou.

A defesa também destaca que não há, até o momento, “qualquer conclusão definitiva que indique intenção deliberada de causar o resultado trágico”.

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