
Sede do Banco Central do Brasil em Brasília (Foto: Instagram)
Bancos digitais e fintechs, empresas de tecnologia no setor financeiro, apresentaram os maiores aumentos de rentabilidade no segundo semestre de 2025, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC).
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Além disso, essas instituições foram as que mais ampliaram as reservas de provisões de perdas, um mecanismo utilizado para proteger as instituições em casos de inadimplência.
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“O segmento digital registrou o maior avanço na rentabilidade, impulsionado pela alavancagem operacional com o crescimento das receitas”, destaca o Relatório de Estabilidade Financeira. O documento indica que bancos digitais estão conseguindo lucrar mais por cliente do que instituições tradicionais no Brasil, devido a um modelo de negócios com custos reduzidos e maior escala.
Sem a necessidade de manter uma extensa rede de agências físicas, essas instituições operam com menores despesas e conseguem atender um grande número de clientes por meio de plataformas digitais.
O BC observa que, mesmo em um cenário de desaceleração do crédito, as fintechs continuaram a melhorar sua rentabilidade, pois os custos não crescem no mesmo ritmo da base de clientes, aumentando a eficiência das operações.
Por outro lado, o relatório ressalta que essas instituições estão mais expostas ao risco de inadimplência. Uma parte significativa da carteira de crédito está concentrada em modalidades mais arriscadas, como cartão de crédito e empréstimos sem garantia.
Frente a esse cenário, as fintechs têm reforçado as provisões em níveis superiores aos estimados pela própria autoridade monetária. O diagnóstico aponta para um modelo mais eficiente, mas também mais sensível a oscilações econômicas, especialmente em períodos de juros altos.


