
Mulher loira em perfil sério durante anúncio do acordo para resgate do BRB (Foto: Instagram)
O Governo do Distrito Federal firmou na manhã desta quinta-feira (28/5) um acordo com a União para resgatar o Banco de Brasília (BRB). De acordo com a governadora Celina Leão (PP), essa decisão devolve o BRB "definitivamente à população de Brasília".
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No acordo, ficou decidido que o GDF tomará cerca de R$ 6,5 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), a serem pagos em 15 anos, com dois anos de carência.
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"Em menos de 50 dias desde que assumi o GDF, fizemos várias gestões, desde a troca de equipe, compliance no BRB e substituição de diretorias. Assumimos isso com muita responsabilidade, sem nunca negar essa crise. É uma instituição que tem todos os programas sociais da nossa cidade vinculados a ela, com quase 10 milhões de correntistas", destacou a governadora. Celina também enfatizou que a solução só foi possível graças ao diálogo com a AGU e o Ministério da Fazenda. "É a solução menos danosa", resumiu.
Durante a segunda audiência entre representantes do Governo do Distrito Federal (GDF) e da União, ficou decidido que não haverá repasse da União na operação de crédito para salvar o BRB. O empréstimo de até R$ 6,6 bilhões contará com fiança de um sindicato de bancos. Segundo o Advogado-Geral da União substituto, Flávio José Roman, não há transferência de recursos da União, nem garantia ou aval para o DF.
A devolução de dinheiro desviado é um dos pontos discutidos nas negociações sobre as delações de Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. O acordo já foi homologado por Fux, relator da ação.
A reunião, organizada pelo ministro Luiz Fux no STF, teve como objetivo abordar a grave crise do BRB devido à compra de ativos problemáticos do Banco Master. Na primeira reunião, ocorrida na terça-feira (26/5), foi negociado um acordo para que o GDF autorizasse uma operação de crédito pelo BRB junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) com fiança de bancos. O GDF solicitou um empréstimo de até R$ 6,5 bilhões.
O acordo prevê que a devolução de valores de atos ilícitos relacionados ao Master será prioritariamente usada para pagar o empréstimo feito junto ao FGC.


