Um relato feito por Virginia Fonseca nas redes sociais reacendeu a discussão sobre os efeitos do álcool no corpo. Após participar da festa de aniversário da filha, Maria Alice, a influenciadora relatou ter acordado sentindo-se extremamente desidratada e indisposta, descrevendo a sensação como estar “seca por dentro”. A repercussão abriu espaço para discussões entre especialistas sobre os impactos físicos causados pela ingestão de álcool, mesmo em ocasiões pontuais.
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Segundo o cardiologista Victor de Holanda, o álcool afeta diretamente o funcionamento cardiovascular e o equilíbrio hídrico do corpo. “O álcool aumenta a eliminação de líquidos pela urina e pode causar um quadro significativo de desidratação. Isso pode levar a sintomas como dor de cabeça, queda de pressão, palpitações, fadiga intensa e sensação de exaustão no dia seguinte”, explicou.
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O especialista ainda afirma que muitas pessoas confundem retenção de líquidos com hidratação adequada. “É comum perceber inchaço após o consumo alcoólico, mas isso não significa que o corpo esteja hidratado. Na verdade, há uma desorganização no equilíbrio de líquidos e eletrólitos, causando desconforto físico e sensação de mal-estar”.
A nutróloga Bruna Braga destaca que fatores como alimentação, sono e metabolismo também influenciam diretamente na intensidade dos sintomas. “O álcool impacta o metabolismo e dificulta processos importantes do organismo, incluindo absorção de nutrientes e regulação da glicose. Dependendo da quantidade ingerida e do estado do corpo naquele momento, os efeitos podem ser ainda mais intensos”, enfatizou.
De acordo com a médica, a combinação entre bebida alcoólica, poucas horas de sono e baixa ingestão de água costuma potencializar os sintomas. “Muitas pessoas relatam cansaço extremo, irritabilidade, aumento da fome e dificuldade de concentração no dia seguinte justamente por conta dessas alterações metabólicas”.
A endocrinologista Patrícia Gracitelli explica que o álcool também provoca alterações hormonais temporárias. “O organismo percebe o consumo excessivo de álcool como um fator de estresse. Isso interfere na produção hormonal, impactando cortisol, insulina e hormônios ligados ao sono e ao apetite”.
A especialista alerta que a repetição frequente desse hábito pode trazer consequências a longo prazo: “Quando há consumo recorrente, começam a surgir efeitos mais persistentes, como piora da qualidade do sono, aumento da inflamação, alterações metabólicas e maior risco cardiovascular”.


