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Servidor do Metrô-DF condenado por criar perfis falsos para perseguir colega

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Segurança do Metrô-DF é condenado por criar perfis falsos para perseguir colega (Foto: Instagram)

Um agente de segurança da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) foi condenado pela 5ª Vara Criminal de Brasília por criar mais de 40 perfis falsos para perseguir uma colega de trabalho. A decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) resultou em quase 3 anos de prisão para o acusado.

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Conforme o processo, o caso teve início em janeiro de 2022, quando o agente começou a enviar mensagens para a vítima. Inicialmente, ela respondeu de forma educada, deixando claro que não tinha interesse.

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Mesmo pedindo desculpas, o condenado não cessou as tentativas de contato. Em abril e maio de 2023, as mensagens passaram a ter um tom ameaçador.

A situação se prolongou até agosto de 2024, quando a servidora decidiu registrar um boletim de ocorrência e solicitou medidas protetivas. Ela relatou que, além das mensagens, o segurança a abordava pessoalmente e também questionava pessoas próximas sobre sua vida pessoal.

O episódio mais impactante ocorreu na Estação 106 Sul, em 2024, quando o acusado tentou beijá-la à força após insistir em pedir desculpas por quase uma hora. A vítima conseguiu se desvencilhar e deixou o local.

Durante uma viagem de férias, o agente respondeu a uma postagem da vítima, afirmando que precisariam conversar quando ela retornasse a Brasília. Mesmo após a vítima reagir com palavrões, ele continuou insistindo.

A perseguição afetou a saúde mental da mulher, que precisou ser afastada do trabalho após sofrer uma crise de ansiedade e pânico. Desde então, ela não conseguiu retornar ao Metrô.

Na sentença, o juiz destacou que o acusado demonstrou obsessão, criando perfis falsos e tentando estar sempre próximo à vítima, mesmo sabendo que seu comportamento era inadequado.

O servidor foi condenado a 2 anos, 8 meses e 10 dias de prisão, além de pagar R$ 10 mil por danos morais e materiais. Ainda cabe recurso à decisão.

A reportagem entrou em contato com o Metrô-DF para saber se a empresa comentará a decisão, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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