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Itaú admite cobranças indevidas e arrecada R$ 33,6 bilhões em 14 anos

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Itaú admite cobrança indevida de seguros em cartões por 14 anos e acordo limita ressarcimento (Foto: Instagram)

É desafiador calcular os valores arrecadados pelo Itaú ao cobrar indevidamente por serviços não contratados durante 14 anos. O banco, que possui 100 milhões de clientes, teria arrecadado R$ 16 bilhões se tivesse descontado R$ 1 de cada cliente nesse período.

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Entretanto, conforme a ação coletiva que levou à confissão do Itaú, os valores cobrados variam de R$ 10 a R$ 30. Com uma média de R$ 20 e considerando que 10% dos clientes foram afetados, o montante arrecadado chega a 33,6 bilhões.

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Esses valores substanciais foram retirados das contas de pessoas sem consentimento, indo parar no Itaú. O banco admitiu a prática de cobrar mensalmente por serviços não solicitados nos cartões de crédito dos clientes.

Além disso, o Itaú utilizava estratégias para manter as cobranças indevidas nas faturas pelo máximo de tempo possível. Essas táticas incluíam dificultar a identificação dos débitos, induzir o pagamento e complicar o cancelamento.

Os métodos do Itaú para enganar os clientes foram detalhados em uma ação civil coletiva que resultou em um acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Contudo, o acordo impõe condições que dificultam a restituição aos clientes prejudicados.

Para reaver os valores, o consumidor deve cumprir simultaneamente os seguintes critérios:

  • Apresentar provas de cobrança de seguro não contratado ou mantido após cancelamento, entre 13 de junho de 2011 e 18 de dezembro de 2025;
  • E ter registrado, até 18 de dezembro de 2025, uma reclamação sobre a cobrança no Itaú ou em canais oficiais de defesa do consumidor.

Assim, apenas clientes que denunciaram a cobrança irregular até dezembro de 2025 poderão recuperar os valores.

Se o cliente só tomou conhecimento do acordo em 2026, não poderá reaver o dinheiro. Além disso, é o cliente quem deve provar que não contratou os serviços cobrados, mesmo com a admissão do banco sobre a prática.

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